Ministros que não concordem com suas ideias devem ‘ficar em silêncio’, diz Bolsonaro

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A briga entre bando de Bolsonaro e os generais arquirreacionários do Alto Comando das Forças Armadas (ACFFAA) ganhou novo capítulo no dia 27 de abril. Bolsonaro afirmou que os seus ministros – um grande número deles, generais – devem concordar com sua linha ou “ficar em silêncio”.

A afirmação do fascista ocorreu após o general reacionário Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro da Secretaria de Governo, desautorizar uma ordem que havia sido dada sob orientação pessoal de Bolsonaro. A ordem foi emitida oficialmente pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), na qual fica proibida a veiculação de qualquer propaganda de empresas estatais sem a aprovação da presidência.

Santos Cruz desautorizou a ordem que foi emitida pela Secom (oficialmente subordinada ao seu comando). A diretiva da Secom foi emitida algumas horas após Bolsonaro exigir que uma publicidade de um banco estatal fosse retirada do ar.

Essa não é a primeira vez que um general ministro ou mesmo Mourão confronta diretamente Bolsonaro, ao contrário, isso ocorre com alguma frequência. Vários generais ocupam cargos defendendo posicionamentos opostos ao Bolsonaro, através dos quais os generais operam um governo militar secreto.

Recentemente, o filho do presidente, Carlos Bolsonaro, denunciou que Mourão está tentando fomentar um protagonismo e se contrapor ao Jair Bolsonaro, e Olavo de Carvalho também desatou ataques aos generais do governo e acusou que querem derrubar o chefe do governo.

A briga entre Bolsonaro e seus asseclas, por um lado, e os generais, por outro, busca decidir qual caminho dar ao golpe militar contrarrevolucionário que foi desatado e se institucionalizou através da eleição desse governo.

Embora ambos concordem em destruir a Previdência Social e entregar seu recurso aos bancos; em superexplorar mais o povo e vender a nação ao imperialismo; em restringir todos os direitos e liberdades democráticas etc., eles – extrema-direita e direita – discordam sobre qual caminho dar: Bolsonaro e a extrema-direita só acreditam no regime militar fascista, em restabelecê-lo, negando a velha democracia e criando um caminho corporativista, enquanto que o ACFFAA busca levar o golpe militar passo a passo, com o máximo de cobertura “legal” e “constitucional”, para criar um regime ultrarreacionário e anticomunista, porém com uma careta “democrática” para evitar ampliar o campo de resistência popular e revolucionário.


Mourão tem escalado sua atuação de contraponto a Bolsonaro, enquanto monopólio de imprensa busca desgastar a imagem do fascista. Foto: Mateus Bonomi, Agif Estadão

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