Brutal ofensiva sionista contra Gaza: centenas de ataques deixam 25 palestinos mortos

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Reproduzimos nota emitida pelo Movimento pelos Direitos do Povo Palestino e pela Paz no Médio Oriente, de Portugal, sobre a nova ofensiva reacionária do Estado sionista de Israel contra a nação palestina.

Israel lançou uma nova e sangrenta ofensiva contra a martirizada Faixa de Gaza. Desde o início da escalada, na sexta-feira, foram mortos 25 palestinos e feridos mais de 1500.

Segundo as autoridades de Gaza, as forças armadas do regime sionista lançaram ataques aéreos e dispararam projéteis de artilharia contra o pequeno enclave palestino cercado, destruindo 200 instalações civis e outras infraestruturas.

Sete prédios foram destruídos e outros quatro foram atacados por mísseis; centenas de outras casas ficaram parcialmente danificadas devido aos ataques. Escolas, carros, terrenos cultivados, estufas e veículos de assistência médica foram danificados pelos ataques.

Também foram atacados os portos de pesca de Rafah, Gaza e Khan Younis, além de 21 campos de treino e 17 torres de vigia das forças de resistência palestinas.

Retomando uma prática do passado, Israel levou a cabo, pela primeira vez desde 2014, o assassínio direcionado de um comandante da ala armada do Hamas, Hamed al-Khoudary.

As forças armadas de Israel, segundo fontes deste país, efetuaram 320 ataques contra alegados alvos do Hamas e da Jihad Islâmica.

Por seu lado, os movimentos de resistência palestinos dispararam centenas de projéteis em direção a Israel, onde há registo de quatro mortos.

O aumento da tensão iniciou-se na passada sexta-feira.

Israel tem sucessivamente adiado a aplicação dos acordos que puseram fim a anteriores picos de violência, e que permitiriam algum alívio para a situação desesperada em que se encontra o pequeno território palestino, sujeito há doze anos a um criminoso bloqueio por Israel (com a colaboração do Egito).

Além disso, apesar de os movimentos de resistência palestinos terem respeitado os acordos informais no sentido da contenção durante as manifestações Grande Marcha do Retorno, os atiradores de elite das forças sionistas continuaram a matar friamente manifestantes desarmados que não representavam qualquer ameaça.

Edifício destruído após ataque sionista. Foto: Mohammed Salem/Reutes

Reagindo à situação, foram alvejados dois militares israelitas, que ficaram feridos. Israel retaliou mais uma vez com a brutalidade costumeira.

O ministro dos Negócios Estrangeiros dos Estados Unidos, Michael Pompeo, já veio entoar o conhecido refrão de que «Israel tem o direito de se defender», invertendo os papéis entre a vítima e o agressor.

Nickolay Mladenov, coordenador especial da ONU para o «processo de paz», condenou também o lançamento de foguetes a partir de Gaza, mas absteve-se de fazer o mesmo em relação aos ataques israelitas, contentando-se com um piedoso apelo à «máxima contenção» de todas as partes.

O mesmo fez Federica Mogherini, Alta Representante da UE para os Assuntos Externos, que condena os foguetes disparados de Gaza, ao mesmo tempo que «reitera o compromisso fundamental com a segurança de Israel» — todo um programa.

Netanyahu tem usado todos os pretextos e artimanhas para arrastar o status quo na Faixa de Gaza: a cada nova explosão de violência, promete às forças da resistência um alívio do bloqueio e medidas que permitam uma mínima melhoria das insustentáveis condições de vida, em troca da acalmia. E de cada vez falta à sua palavra, mantendo o bloqueio, reduzindo as zonas de pesca, prosseguindo os assassínios de manifestantes e a destruição de terras de cultivo.

Os apelos hipócritas à contenção de ambas as partes só reforçam a narrativa de vitimização de Israel e em nada contribuem para a única e verdadeira solução: deter os crimes de Israel, pôr fim ao criminoso bloqueio da Faixa de Gaza, reconhecer os legítimos direitos nacionais do povo palestino.

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