Norte de Minas: Estudantes e trabalhadores tomam as ruas contra o corte de verbas na educação e a 'reforma' da Previdência

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No último dia 15 de maio, mais de 2000 manifestantes tomaram as ruas do centro da cidade de Montes Claros. A manifestação se iniciou com a realização de dois atos públicos realizados por professores e estudantes nas praças do Automóvel Clube e Dr. Carlos, no início da tarde. Dezenas de entidades sindicais e estudantis participaram da convocação e realização da manifestação, como os DCEs e diversos Centros Acadêmicos da Universidade Estadual de montes Claros (Unimontes) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Participaram também os sindicatos de trabalhadores em educação das redes estadual, municipal e privadas de ensino, o sindicato dos professores da Unimontes (Adunimontes), a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) e o curso pré-vestibular popular EMANCIPA. O protesto foi antecedido pela realização de assembleias, reuniões e panfletagens em dezenas de universidades e escolas públicas e particulares. Na Unimontes, UFMG e Instituto Federal do Norte de Minas (IFNMG) os professores e estudantes aderiram à paralisação nacional e dezenas de escolas públicas também não tiveram aulas.

Em entrevista ao monopólio de imprensa durante a concentração do protesto, o pró-reitor de ensino do IFNMG, Ricardo Magalhães Dias, afirmou:

— Quando o governo resolve fazer um bloqueio dos recursos de custeio, ele coloca em risco evidente e significativo a qualidade de ensino ofertada pelas instituições. Não tem como pensar em instituições públicas que ofertem ensino de qualidade sem pensar em extensão, sem pensar em assistência estudantil.

Ainda na concentração do ato, na Praça Dr. Carlos, um ativista do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação  (Moclate) declarou: 

— Esse protesto não é só contra o corte de verbas, é contra o fim da produção e difusão de conhecimento científico no Brasil. É um protesto em defesa da soberania de nosso país! Este governo reacionário de Jair Bolsonaro, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas, não se cansa de puxar o saco dos Estados Unidos e agora quer entregar nossas escolas e universidades para os monopólios de ensino privado deste país imperialista. Não bastasse isso, já entregou a base de Alcântara aos ianques e quer usar as Forças Armadas brasileiras como bucha de canhão para o exército genocida dos Estados Unidos invadir a Venezuela. É urgente uma grande Greve Geral de Resistência Nacional, contra estas malditas "reformas", os cortes de verbas e em defesa da soberania de nosso país!.

Os dois atos se uniram por volta das 17 horas, formando uma grande manifestação que paralisou o trânsito da cidade por cerca de duas horas. Estudantes universitários e secundaristas, professores e diretores do sindicato dos Tecelões e dos Correios junto a ativistas do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e da Liga Operária formaram um bloco combativo erguendo as faixas: “Preparar Greve Geral de Resistência Nacional!”, “Viva Revolução Agrária! Morte ao Latifúndio!” e “Abaixo a privatização da universidade brasileira!”.  Muitas pessoas que estavam pelo centro comercial da cidade se somaram à manifestação e a população manifestava o seu apoio repetindo palavras de ordem como “Não vai ter cortes, vai ter luta!” e “A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador!”.  O protesto foi encerrado por volta das 20 horas e diversas entidades e movimentos populares de Montes Claros já convocam reuniões e assembleias para debater sobre a realização de mais atividades e manifestações unificadas contra os cortes de verbas na educação e a “reforma” da Previdência.

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