RO: Ato da Greve Nacional da Educação reúne mais de 5 mil em Porto Velho

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A mobilização de estudantes universitários e secundaristas e sua unificação de luta com diversas categorias de trabalhadores sobretudo, dos trabalhadores em educação das redes públicas estadual, municipal e federal, possibilitaram uma das maiores manifestações de rua dos últimos anos em Porto Velho. A construção do ato foi luta de grande intensidade na Universidade Federal de Rondônia, rompendo com o imobilismo de uma parte do DCE/UNIR, que, de forma burocrática e a todo custo, fomentou a divisão da mobilização e sua desvinculação com a luta do movimento classista e dos movimentos populares.

Esta posição [de orientação do MBL], foi derrotada nas assembleias, uma vez que a massa de estudantes e centros acadêmicos já desenvolviam intensa mobilização. Além disso, a parcela mais democrática dos docentes da UNIR, junto com a juventude combatente, impuseram uma fragorosa derrota aos seguidores de Bolsonaro, ao aprovar a paralisação dos professores e a junção dos seguimentos num Comando Unificado de Luta de estudantes, professores e técnicos. Da mesma, no IFRO, intensa luta foi travada contra aqueles que jogam o peso na luta meramente burocrática de audiências públicas e fotos para “redes sociais”. Houve intensa mobilização de estudantes de Pedagogia, dirigida por sua Executiva Estadual, e dos Centros Acadêmicos de Ciências Sociais, Medicina, Direito, Química, Enfermagem e Psicologia.

A unificação com os trabalhadores em educação possibilitou garantir uma unidade de ação em torno da consigna de Greve Geral de Resistência Nacional para barrar todas as medidas antipovo e vende-pátria do governo de generais de Bolsonaro, destacando-se o desmonte da Previdência e os recentes ataques à Educação Nacional. Um bloco combativo de estudantes da UNIR, IFRO e secundaristas destacou-se à frente da manifestação com palavras de ordem que exclamavam: “É greve, é greve, é greve geral! Contra as reformas do Banco Mundial”, “Avante, avante, avante juventude! A luta é o que muda, o resto só ilude!”, “Para barrar a privatização: greve geral, greve geral da Educação” e outras consignas de luta.

A multidão de estudantes e professores – que compunham a grande maioria – teve apoio massivo de inúmeras categorias, como a de aposentados, pais e mães de alunos, comerciários, bancários, trabalhadores de outros setores públicos como a Fiocruz, organizados pela ASFOC-SN, e movimentos sociais como o Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), que se somaram a esta grande manifestação. Destacaram-se inúmeras intervenções com os seguintes temas: os ataques às Universidade e Institutos Federais e a consequente privatização da educação; a entrega das riquezas do país e da base Alcântara, no Maranhão, para o imperialismo ianque; a denúncia da condição semicolonial e semifeudal do Brasil; a denúncia da criminalização das lutas no campo e na cidade; e a necessidade de se construir um grande movimento de resistência nacional unindo as classes trabalhadoras e a juventude combate.

Ao percorrer as principais ruas da cidade, o ato, que durou cerca de 3 horas, encerrou-se nas escadarias da UNIR/Centro, prédio histórico da cidade, onde os manifestantes realizaram um grande abraço ao prédio com intervenções conclamando a defesa da Universidade e da educação pública com unhas e dentes. O Comando Unificado de Mobilização de docentes, estudantes e técnicos da UNIR, conjuntamente com a Frente de Luta em Defesa da Educação Pública e o SINTERO, firmaram o compromisso de prosseguir na luta, de forma unificada e na construção de uma grande Greve Geral.

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