Greve Nacional da Educação: Foz do Iguaçu em luta!

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Foto: Maria Eduarda

Reproduzimos nota lançada pelo Movimento Fagulha sobre a manifestação do dia 15 de maio em Foz do Iguaçu, Paraná.

O dia 15 de maio foi histórico em Foz do Iguaçu/PR. O ato da Greve Nacional da Educação reuniu aproximadamente 6 mil pessoas, que se concentraram no Bosque Guarani, próximo ao TTU (Terminal de Transporte Urbano). De lá, elas caminharam pelas ruas do centro da cidade até a Praça da Paz.

Estudantes e trabalhadores da educação da UNILA, IFPR, UNIOESTE, UFTPR, da rede, secundaristas e os mais diversos trabalhadores e movimentos populares foram as ruas contra as medidas antipovo e demonstraram seu ânimo de luta contra o desmonte da aposentadoria e os cortes de verbas da educação por parte do ministro Weintraub, do governo de generais de Bolsonaro.

O 15M na UNILA

Assembleia Universitária

Foto: Assembléia Universitária UNILA. Foto: Roger Torres

Na UNILA, o dia começou com uma Assembleia Universitária que foi a consolidação de um importante passo para a democracia universitária. Os estudantes que já se encontravam em intensa luta pelo co-governo estudantil e pelo campus próprio, participaram também da paralisação no dia 29/04 e ato no 1 de maio e se unificaram com as demais mobilizações nacionais contra os cortes. A assembleia foi um momento importante na história da universidade, pois uniu todos que fazem parte da comunidade na defesa da unila e da educação pública e definiu de maneira democratica, através de votações abertas, importantes posicionamentos que darão norte aos próximos passos dessa jornada de lutas. Foi aprovado em Assembleia Universitária:

– Apoio a construção da greve geral de resistência nacional;

– Construção conjunta do dia 14/06 (Paralisação nacional);

– Comitê unificado em defesa da educação;

– Divulgação do calendário de luta das categorias pelos meios oficiais;

– Pedido de saída do Ministro da Educação, Abraham Weintraub;

– Que a luta dos trabalhadores terceirizados seja um compromisso firmado pela universidade;

– Campanha permanente quanto ao ponto anterior;

– Audiência pública sobre o impacto da UNILA no território;

– Mudança do local do CONSUN Extraordinário do PTI (área de segurança bonacional, militarizada) para o campus J.U.

Almoço coletivo

Em continuidade as atividades do dia, foi servido um almoço coletivo onde estudantes, servidores e pais prepararam, mostrando organização, disposição e comprometimento em todos os pontos necessários para que esse dia fosse realizado, algo extremamente importante uma vez que a universidade ainda não possui um restaurante universitário.

Fotos: Maykon Cesar

Por volta das 15h00, banners e projetos foram levados ao TTU para expor as produções científicas à população e conversar sobre a importância da ciência à serviço do povo.

O grandioso ato

Concentração Bosque Guarani. Foto: Roger Torres

Ás 17h30 deu-se início um grandioso ato onde destacou-se o bloco combativo formado pelo Movimento Fagulha, que erguendo a faixa: “Greve Geral de Resistência Nacional, Em defesa da Educação Pública, Contra o desmonte da aposentadoria” conclamou a população a luta contra os cortes de verbas na educação e a “reforma” da Previdência. Com muito ânimo e espírito de luta, entoando palavras de ordem, denunciaram a precarização da educação, o envolvimento do governo com milícias e fizeram chamados a Greve Geral.

As massas se mostravam politicamente muito mais a frente do que a posição oportunista e imobilista, que pautava apenas uma concentração relutando em definir o ato como passeata, subestimando como sempre a disposição e urgência em lutar que nosso povo, neste caso, principalmente a juventude, se encontra.

Foto: Maria Eduarda

Os manifestantes do bloco combativo cantaram as palavras de ordem:

“Tô sem paciência, vai ter rebelião se mecher com a previdência!

Cadê o dinheiro que tava aqui? O Bolsonaro deu pro FMI!

Ir ao combate sem temer, ousar lutar, ousar vencer!

Derrubar os muros da universidade, servir ao povo no campo e na cidade!

Se você paga, não deveria, educação não é mercadoria!

Para barrar a precarização, Greve Geral, Greve Geral na Educação!

A nossa luta unificou, é estudante junto com trabalhador!

É Greve Geral, Greve Geral, Greve Geral de Resistência Nacional!

Juventude do Iraque e Palestina sua luta continua na América Latina!

Somos estudantes, não somos pacifistas, viva a luta anti-imperialista!”

Rechaço ao oportunismo eleitoreiro

Vários estudantes se mostraram insatisfeitos com a posição dos dirigentes do PT que com sua prática de oportunismo eleitoreiro, abriu uma grande faixa sobre Luis Inácio e mesmo com protestos dos presentes preferiram praticar a velha política de taxa-los de fascistas e ignorar a vontade das massas. Realizaram falas sobre 2013, desvirtuando a grandiosa revolta popular que a juventude combativa deu cabo nas jornadas de junho, destilando ódio sobre a luta do povo, pois foi essa mesma juventude que não abaixou a cabeça para as enganações do oportunismo e tomou seu destino pelas próprias mãos, independente da gerência do estado que operava naquele momento.

Ainda em luta contra o oportunismo eletoreiro e dessa vez governista, a massa também rechaçou o MBL, que através de um de seus membros fazia provocações durante a concentração e defendendia a maldita “reforma” da previdência. Adeptos da tática de provocação, filmam rostos sem autorização e abordam de forma ostensiva as pessoas para que essas reajam e depois esses conteúdos são convertidos em materiais reacionários que menosprezam a consciencia do povo em luta pela defesa de seus direitos duramente conquistados e que muitas vezes mesmo sem os dados na ponta da língua são os mais conscientes de sua história e o que representa as medidas antipovo do velho Estado brasileiros, que desde sempre são vendidas como solução, mas que no fim só aprofundam a exploração e a miséria.

Nada mais simbólico do que os capachos dos gerentes antigos e novos serem enxotados pelas massas.

Saudamos todos que se levantaram em luta combativa contra essas medidas!

Praça da Paz 15M. Foto: Paulo Silva

E como dito pelo companheiro Igor Mendes, na Calourada Fagulha do ano passado: “Outros junhos virão. Não porque queremos, mas porque eles são uma necessidade!”

Sigamos na mobilização para derrotar as políticas reacionárias e fascistas do governo plano por plano com a construção de uma grandiosa greve geral de resistência nacional!

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

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