Belo Horizonte: 250 mil protestam contra os cortes de verbas na educação e a entrega da Previdência

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Manifestantes queimam bandeira do USA durante manifestação em Belo Horizonte

Na quarta-feira da semana passada, 15 de maio, Belo Horizonte amanheceu com grandes manifestações de estudantes, professores e trabalhadores em geral para a Greve Nacional da Educação contra os cortes de verbas anunciado pelo ministro Abraham Weintraub – imposto pelo reacionário governo Bolsonaro, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas.

Logo às 6 horas da manhã, estudantes do CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) e do IFMG (Instituto Federal de Minas Gerais) pararam a Avenida Amazonas no sentido Centro com uma grande manifestação estudantil exigindo o fim dos cortes. Ao mesmo tempo, na Praça da Estação, professores da rede municipal realizavam grande assembleia junto ao Sind-REDE para aprovar o calendário de lutas da categoria para as próximas semanas com novas assembleias.

Por volta das 10 horas, os estudantes que manifestavam na Avenida Amazonas se encontraram com os professores municipais, estaduais, estudantes da UFMG, UEMG, PUC e diversas escolas públicas, além de trabalhadores da construção e diversas categorias, formando um Ato Unificado que teve presença de mais de 250 mil pessoas, cobrindo quase toda a extensão do Centro. Foi ecoado por toda a cidade as palavras de ordem que chamam a população a se preparar para uma grande e vigorosa Greve Geral contra os ataques à educação e contra o assalto à Previdência.

BLOCO VERMELHO

Um bloco organizado pelo Movimento Classista de Trabalhadores da Educação (Moclate) e pela Liga Operária, que contou com militantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR), do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil (Marreta) e do Movimento Feminino Popular (MFP), levantou faixas chamando todos a preparar a Greve Geral contra o assalto à Previdência e contra a “reforma trabalhista”. O bloco realizou também um importante ataque ao imperialismo ianque, gritando bem alto “Fora Ianques da Venezuela!” e “Fora Imperialismo da América Latina”, enquanto queimava a bandeira do USA como demonstração de ódio dos povos oprimidos do mundo à superpotência hegemônica única.

A intervenção da representante do Moclate na assembleia dos professores da rede municipal de Belo Horizonte deixou clara a posição do movimento classista frente aos ataques promovidos pelo sabujo do imperialismo e bajulador do Estado sionista/genocida de Israel. Ele afirmou a necessidade da unidade de toda classe explorada e oprimida na cidade e no campo, para juntos deflagrarem uma Greve Geral de Resistência Nacional por tempo indeterminado.

Foram distribuídos vários boletins com os 10 motivos pela Greve Geral, que foram muito bem recebidos onde a manifestação passou. O 15 de maio foi dia de mobilização em 222 cidades de 26 estados e no distrito federal, mostrando que o aquecimento para a Greve Geral começou forte.

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