MS: Grande mobilização de estudantes e trabalhadores de Dourados no dia de paralisação nacional

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Relato enviado pelo Comitê de Apoio ao AND de Dourados, Mato Grosso do Sul, sobre as exitosas mobilizações ocorridas na cidade pelo dia da Greve Nacional da Educação há duas semanas, em 15 de maio.

Os últimos dias foram de grande mobilização para os estudantes e trabalhadores da cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul. Na segunda-feira (dia 13) ocorreu uma vitoriosa Assembleia Geral dos Estudantes da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD) com a participação massiva de estudantes de vários cursos. Lá, foi debatido os cortes recentes contra as Universidade Federais e suas consequências. A partir disso, foi deliberado pela paralisação dos estudantes no dia 15 de maio e no dia 14 de junho, além de um cronograma de mobilizações e atividades na universidade. Durante a Assembleia, a Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia, além de outros estudantes, colocaram cartazes e distribuíram panfletos conclamando à defesa da universidade pública, gratuita e a serviço do povo, e conclamando a Greve Geral de Resistência Nacional como resposta a todos os ataques que nosso povo vem sofrendo, inclusive os recentes cortes na educação. Também houveram intervenções que destacavam a necessidade de greve estudantil através de ocupações que transformem as universidade em trincheiras de luta de classes contra todo esse desmonte.

Já no dia 15, dia da paralisação nacional, a cidade de Dourados amanheceu com uma grande manifestação que reuniu mais de 1000 trabalhadores e estudantes de diversas instituições de ensino. A Universidade Federal da Grande Dourados, Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, Instituto Federal do Mato Grosso do Sul e algumas escolas estaduais paralisaram e uniram trabalhadores e estudantes levantando, principalmente, as bandeiras contra os recentes cortes na educação e a “reforma” da Previdência.

Se destacou na manifestação a formação de um bloco combativo chamado pela Frente Autônoma Estudantil, composta por organizações classistas e combativas, além de estudantes independentes, que demarcaram posição com o oportunismo e suas formas cirandescas e festivas de propaganda. O bloco conclamou, com uma faixa, a Greve Geral de Resistência Nacional, que aglutinou cada vez mais estudantes ao longo da manifestação. Com grande energia e espírito combativo, cantaram palavras de ordem fazendo um chamando à Greve Geral, denunciando os cortes e sucateamento da educação, a "reforma" da Previdência e colocando para os trabalhadores e a juventude que só a luta combativa transforma e é capaz de enfrentar as investidas desse governo.

Também se destacou na manifestação o bloco formado por estudantes de Pedagogia - chamado pela Executiva Nacional de Estudantes de Pedagogia e o CA de Pedagogia da UFGD -, que, com palavras de ordem como “Pedagogia é união! Não deixa o MEC acabar com a educação!”, entre outras, também chamavam a uma grande Greve Geral para barrar os cortes e demais ataque à educação.

No período da tarde houve a continuação das mobilizações com grande presença de estudantes que ficaram na praça central da cidade levando à população a importância da defesa da universidade pública e gratuita, além da produção científica nacional, que provêm quase que exclusivamente dessas instituições. No final da tarde, dezenas de estudantes foram em ato até o terminal central fazendo uma intervenção e panfletagem convocando os trabalhadores que ali estavam a defender também a universidade pública, obtendo uma boa recepção.

Longe de acabar no dia 15, a mobilização dos estudantes continua. Nos dias posteriores, houve um grande cronograma de mobilizações, onde ocorreram assembleias de curso, reuniões de CA's e panfletagens entre os estudantes e professores da Universidade Federal da Grande Dourados. Dessa forma, a comunidade acadêmica se mantém em estado de constante mobilização, fortalecendo o movimento para novas paralisações colocando em perspectiva mesmo a alternativa de uma greve por tempo indeterminado. Dessa forma, se demonstra que o caminho daqui para a frente será de grandes enfrentamentos, havendo a necessidade dos estudantes avançarem em sua organização e mobilização para defender com unhas e dentes a educação pública, gratuita, autônoma e a serviço do povo, avançando na Greve Geral da Educação e unindo com os demais trabalhadores do campo e cidade na construção de uma grande Greve Geral de Resistência Nacional.

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