Rondônia: Milhares nas ruas de Porto Velho no 30M

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Ato teve à frente a juventude combatente da UNIR, IFRO, secundaristas (organizados pelo Comando Unificado de Docentes), técnicos,  estudantes e pela maioria dos Centros Acadêmicos. Professores e Técnicos da UNIR e IFRO também participaram em massa do protesto.

A manifestação teve início às 16h com concentração na praça Marechal Rondon, no Centro de Porto Velho. Além de estudantes, docentes e técnicos da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e do Instituto Federal de Rondônia (IFRO) estiveram presentes, assim como centenas de estudantes de diversas escolas, trabalhadores em educação, trabalhadores e pesquisadores da Fiocruz, urbanitários, funcionários públicos federais, bancários, eletricitários, atingidos por barragens, aposentados, pais de alunos e população dos bairros.

Muitos indígenas denunciaram a violência da gerência de Bolsonaro contra os povos originários. Diversas denúncias também foram feitas em relação à prefeitura da capital, que abandonou as escolas da área rural e distritos não garantindo o transporte escolar.

Por volta das 17h, a Avenida 7 de Setembro foi tomada pelos manifestantes. Muitas faixas e cartazes denunciaram os cortes impostos pelo MEC na educação superior, profissional e básica; e a intervenção e ataque à autonomia das Universidades e Institutos Federais. Denunciaram também o assalto à aposentadoria e aos direitos dos trabalhadores, e exigiram a revogação da Emenda Constitucional 95 (PEC do teto de gastos) e a revogação da "reforma" trabalhista. Diversas organizações classistas denunciaram o gerenciamento obscurantista e vende-pátria de Bolsonaro, que ataca as universidades e a produção de conhecimento científico e entrega ao imperialismo ianque a base de Alcântara (MA), as riquezas nacionais e a Amazônia.

O imperialismo ianque e o Estado sionista de Israel foram alvo de palavras de ordem e intervenções que denunciaram a tentativa de extermínio do povo palestino e sua ação genocida contra inúmeras nações e povos do mundo. A juventude combatente ateou fogo nas bandeiras do USA e de Israel, e denunciou o papel de capacho e lambe-botas de Bolsonaro. O alto comando das Forças Armadas reacionárias também foi denunciado e a juventude combatente bradou: Nem Bolsonaro e nem Mourão! Fora Forças Armadas reacionárias!

Protestos dirigidos por estudantes, docentes e técnicos da UNIR também ocorreram em Ji-Paraná, onde os manifestantes interditaram o acesso ao campus. A combatividade e disposição de luta dos indígenas do curso de Licenciatura Intercultural deram vigor à manifestação e ao bloqueio que durou desde as primeiras horas da manhã até o fim da tarde, mesmo sob a tentativa frustrada da Polícia Federal de acabar com o protesto. Em Guajará-Mirim, o protesto dirigido pelo SINASEFE, no campus do IFRO, teve adesão de trabalhadores em educação da rede estadual, municipal e de estudantes, docentes e técnicos da UNIR. Também nas BR 364 e 425, no distrito de Abunã, a população bloqueou a rodovia desde o dia 29 e  até o dia 30, denunciando o abandono da educação. Em Rolim de Moura, o protesto contra os cortes na educação ocorrerá no dia 1º de junho e está sendo coordenado pelos Centros Acadêmicos de História e de Pedagogia da UNIR.

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