30M: 25 mil protestam contra cortes na Educação e a ‘reforma’ da Previdência em Manaus

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Foto: Reprodução/Redes Sociais

Na tarde do dia 30 de maio, cerca de 25 mil pessoas foram novamente às ruas de Manaus em protesto contra os cortes de verbas das universidades federais e contra a “reforma” da Previdência.

O ato iniciou por volta das 14h na Praça da Saudade e depois percorreu a Avenida Epaminondas, a Avenida 7 de Setembro e a Avenida Eduardo Ribeiro, até a Praça do Congresso. Estiveram presentes, além dos estudantes da universidade públicas, estudantes de faculdades particulares, secundaristas e trabalhadores em geral.

O estudante de Ciências Contábeis, Thiago Félix, afirmou que os estudantes não podem permitir esses cortes precarizem ainda mais a universidade. “Temos que garantir o futuro, que passa pela educação. Todo e qualquer corte afetam isso e não podemos permitir. Precisamos garantir educação, desde a base até universidade. A garantia da educação passa pela valorização dos professores e de maiores investimentos. Dinheiro na educação não é gasto, é investimento”, protesta.

“As pessoas nos perguntam por que estamos aqui, já que o corte de gastos não nos atinge. Nós entendemos que a nossa classe estudantil é um movimento que perpassa qualquer barreira institucional de universidade. Se eles atacam uma universidade federal, atacam todos nós”, comentou o estudante de Enfermagem da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), Hugo Nepumoceno.

O professor de Filosofia da Ufam, José Alcimar de Oliveira, informou que as universidades públicas são o maior patrimônio do país e devem ser defendidas. “Viemos em defesa do ensino público, que é o maior patrimônio deste país. Nenhum país de soberania no mundo chegou a este patamar sem ter universidades públicas consolidadas”.

Dados do Ministério da Educação e do Conselho Superior Universitário da Ufam apontam que esta instituição sofrerá um corte de cerca de R$ 38 milhões, o que ocasionará a suspensão e até mesmo o cancelamento de vários projetos de pesquisa e extensão.

Além disso, há os cortes na já precária assistência estudantil, que irá atingir diretamente os estudantes mais pobres. Os processos seletivos de alguns programas de pós-graduação já informam que não haverá concessão de bolsas devido os cortes.

Ao longo do ato, os estudantes também protestaram contra o descaso com a educação promovido pelo prefeito e governador. Os professores estaduais realizaram recentemente uma greve de 40 dias por melhores salários e melhorias nas precárias condições das escolas.

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