Denúncia: PM invade sindicato, agride e prende dirigentes no Mato Grosso

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Foto ilustrativa

No último domingo, 2 de junho, entidades sindicais repercutiram a denúncia de que a Polícia Militar do Mato Grosso invadiu a sede do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do estado (Sintect-MT), agredindo e detendo diretores. O motivo para tal ato da PM teria sido uma queixa de "som alto", o que foi desmentido pelos sindicalistas.

Segundo informações, policiais pularam na sede do sindicato, agrediram os dirigentes, apreenderam documentos e levaram os detidos. A denúncia contra o sindicato teria sido feita por uma vizinha partidária de Bolsonaro. 

A Intersindical publicou uma nota de denúncia intitulada 'Polícia no Mato Grosso invade sindicato dos trabalhadores, atira, espanca e prende dirigentes sindicais', a qual divulgamos alguns trechos abaixo:

"[...] No último domingo (02/06), a direção do Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Mato Grosso se reuniu para organizar a participação da categoria na Greve Geral do dia 14 de junho contra a reforma da Previdência, as privatizações e o conjunto dos ataques do governo Bolsonaro.

Após a reunião, aconteceu uma confraternização e, com o falso pretexto de receber denúncia de som alto, pois desde a primeira vez que as viaturas chegaram o som já estava baixo e o volume foi diminuído ainda mais, a Polícia invadiu o Sindicato.

A intenção de atacar um Sindicato que está na luta em defesa dos trabalhadores ficou escancarada: a Polícia se dirigiu até o Sindicato por três vezes; na terceira vez pulou o muro, invadiu a sede, levou vários documentos que tratavam da greve geral e, para tentar impedir que sua ação fosse registrada, espancou vários trabalhadores, atirou com arma letal e prendeu seis trabalhadores que em sua maioria são parte da direção do Sindicato.

O argumento de que se tratava de uma reclamação de som alto de um casal de vizinhos que ainda mente dizendo que foram ameaçados por quem estava sendo espancado pela Polícia, só escancara que a intenção da repressão do Estado era atacar um Sindicato de trabalhadores.

É a mesma Polícia que pelo Brasil afora avança no ataque à vida dos mais pobres nas periferias e que a cada dia tenta avançar na repressão contra as Organizações de Luta da classe trabalhadora que estão no firme combate à política do governo Bolsonaro que já admitiu que odeia pobres e quer exterminar os direitos dos trabalhadores. [...]

EM DEFESA DOS DIREITOS E DAS ORGANIZAÇÕES DE LUTA DOS TRABALHADORES A LUTA SEGUE E SE AMPLIA

DIA 14 DE JUNHO É GREVE GERAL CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA, AS PRIVATIZAÇÕES, EM DEFESA DOS DIREITOS E DA VIDA DA CLASSE TRABALHADORA"

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