RO: Moclate denuncia cortes na UNIR e conclama para Greve Geral

A- A A+

Reproduzimos na íntegra a nota do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate) enviada à Redação de AND nesta quinta-feira, 13 de junho.

COM CORTES DE VERBAS UNIR SÓ TEM RECURSOS PARA FUNCIONAR ATÉ JULHO

Recurso liberado pelo MEC atende apenas 50% de orçamento de custeio da Universidade.

O anúncio da liberação de R$ 1 bilhão em crédito suplementar autorizados pelo Congresso Nacional para o Executivo utilizar na pasta do MEC, por meio de operações de crédito é insuficiente para manutenção das Universidades e Institutos Federais. O texto aprovado nesta terça-feira, 11 de junho, garante apenas quitar despesas discricionárias (como água, luz e manutenção). O corte de 7,4 bilhões da Pasta ainda está mantido.

Segundo Nota Informativa da Pró-Reitoria de Planejamento da UNIR, a liberação de R$ 2.982.296,00 (dois milhões, novecentos e oitenta e dois mil, duzentos e noventa e seis reais) garantirá “despesas obrigatórias com contratos continuados (energia, água, vigilância, limpeza, telefonia)” o que representa “50% do orçamento de custeio, garantindo o funcionamento institucional até o final deste semestre”. Com férias em julho, o calendário do segundo semestre está comprometido e os acadêmicos correm o risco de ficar sem aula a partir de agosto e o semestre letivo não iniciar.

Em virtude dos cortes no orçamento da educação, acadêmicos, técnicos e estudantes da UNIR definiram cruzar os braços em uma greve de 24 horas na próxima sexta-feira. Segundo o Comando Unificado da UNIR, a greve do próximo dia 14 (sexta-feira) tem como pauta a defesa da educação pública, contra os cortes de verbas e contra a reforma da previdência. Uma programação extensa inclui um ATO UNIFICADO, convocada por sindicatos e o movimento estudantil (centros acadêmicos e grêmios), que ocorrerá às 08:00 da manhã na praça das 3 caixas d’água. Na parte da tarde a programação incluirá atividades de formação e debate na UNIR Centro e à partir das 17h ocorrerão atividades culturais. Segundo Carlos Henrique, estudante de pedagogia e integrante do Comando Unificado, “a proposta é um dia de protesto, formação e integração da comunidade universitária que visam chamar a atenção dos ataques que a educação vem sofrendo”.

Para Estefani Morais, do Centro Acadêmico de Ciências Sociais, “é preciso se mobilizar e cobrar do governo federal mais investimentos na educação. Inúmeros centros acadêmicos já estão se mobilizando para parar a universidade”, afirma. Segundo o professor Marco Teixeira, professor do curso de história da UNIR, “é preciso que toda a sociedade se mobilize e se manifeste contra o governo, levando suas reivindicações em defesa da educação, da previdência pública e em defesa de outros direitos. Dia 14 estaremos nas ruas e é importante que cada cidadão e cidadã se mobilize”, conclui. Outras categorias como trabalhadores da educação da rede estadual e municipal, bancários e servidores públicos federais também aderiram à greve do dia 14.

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja