Greve Geral: Mais de 150 mil nas ruas de BH contra a 'reforma' da Previdência

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No dia 14 de junho, em 26 estados e no Distrito Federal, mais de 300 cidades do país amanheceram com labaredas de fogo, piquetes e manifestações de operários, camponeses, estudantes e funcionários públicos. Todas as manifestações foram realizadas contra a “reforma" da Previdência, os cortes da educação e todas as medidas antipovo do governo Bolsonaro/Generais, que insiste em levar a cabo a política de cortes de direitos imposta pelo imperialismo, principalmente o ianque.

Em Belo Horizonte, pneus em chamas foram colocados na Avenida Antônio Carlos, em frente a UFMG (Campus Pampulha). Barricada de pneus em chamas também foram erguidas no Anel Rodoviário, sentido Rio de Janeiro. Houve repressão policial contra os operários da construção civil, que realizavam um piquete na Estação Pampulha. Um carro de som foi apreendido e um diretor do Sindicato Marreta detido. Segundo informações, os policiais chegaram agitados e bastante truculentos, acusando os trabalhadores e sindicalistas de estarem envolvidos na queima de pneus de frente a UFMG. Eles procuraram de todas as formas criminalizar os manifestantes, porém sem sucesso. Mesmo assim, os policiais prenderam o carro de som e os documentos de autorização para circulação pelas ruas da capital.

Em Congonhas, ainda na madrugada do dia 14, sindicalistas da União Sindical - formada por vários sindicatos, entre eles os metalúrgicos, saúde, educação, construção civil de São João Del Rei, Juiz de Fora e região - foram revistados dentro do ônibus, principalmente por ter ocorrido uma manifestação com barricadas de pneus em chamas que bloqueou a BR-040.

Ainda em Belo Horizonte, vários grupos que atuaram em suas regiões pela manhã concentrou-se na Praça Afonso Arinos, em frente a Faculdade de Direitos da UFMG. Antes, os trabalhadores da construção civil encontraram-se com os trabalhadores dos Correios, processamento de dados, saúde, estudantes e movimentos populares, organizados pela Liga Operária e pela Luta Pelo Socialismo (LPS), formando um Bloco Classista e Combativo em frente ao Hospital Metropolitano Odilon Behrens, no bairro São Cristóvão, de onde partiram para a Praça Afonso Arinos.

Os manifestantes saíram da concentração seguindo pelas ruas da capital até a Praça da Estação, onde foi encerrado o ato. Na Avenida Afonso Pena, próximo da Rua Tamoios, um grupo de jovens com os rostos cobertos ateou fogo na bandeira sionista do Estado de Israel e dos Estados Unidos, sob os gritos de “Yankees go home!”.

Os trabalhadores dos Correios estenderam uma grande camisa amarela e azul representando a categoria, além de faixas e bandeiras da LPS. Operários, estudantes e professores ergueram faixas e bandeiras da Liga Operária, do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate), Movimento Estudantil Popular Revolucionário (MEPR) e do sindicato Marreta. Destacaram-se, ainda, as duas faixas vermelhas com letras amarelas com as consignas: “Nem Bolsonaro, nem Mourão, nem congresso de Corruptos e Fora Forças Armadas reacionárias!” e “Contra o assalto à Previdência! Greve Geral!”

O representante dos Correios e da LPS denunciou os ataques do governo aos Correios e à Petrobras, com a política de privatização que busca entregar as empresas à iniciativa privada, sob a desculpa de “enxugar o Estado”, quando, na verdade, é uma política de submissão ao imperialismo.

O dia de manifestação, segundo os sindicalistas, foi bastante exitoso, pois há algum tempo que a palavra de ordem da Greve Geral está sendo puxada por movimentos classistas. 

“Lutamos quase que sozinhos na defesa da luta classista por mais de 20 anos e a Greve Geral sempre foi a nossa palavra de ordem nas manifestações nacionais. Agora vemos que o povo está disposto a empalmar essa greve, pois os ataques desse reacionário governo aos direitos dos trabalhadores e de sua política antipovo e vende-pátria coloca toda a tarefa de toda a classe dos explorados e oprimidos a se unir contra o inimigo comum, serviçal do imperialismo, principalmente ianque”, afirmou um coordenador da Liga Operária, que prosseguiu:

“Em 2019 completam-se 40 anos dos grandes levantes da Classe Operária, que em Minas Gerais deflagrou grandes greves na Mannesman, FIAT, Construção Civil de BH, além das greves dos professores, rodoviários e caminhoneiros e. se hoje ainda não tomaram as ruas de forma decisiva, é porque ainda não sentiram os males dessa política de arrocho e cortes de direitos, devido às avalanches de propagandas feitas pelo monopólio de imprensa. Mas, com certeza, vão se levantar com maior força e por isso a Greve Geral desse dia 14 é só um prelúdio do que está por vir. É tarefa de todos os lutadores classistas e combativos se prepararem, sem nutrir nenhuma ilusão nesse governo, no parlamento e no judiciário, pois todos estão juntos nos ataques aos nossos direitos”, finaliza.

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