Greve Geral: Trabalhadores vão às ruas no Amazonas contra a 'reforma' da Previdência

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Foto: Patrick Marques

Na tarde do dia 14 de junho, cerca de 8 mil trabalhadores e estudantes realizaram ato em Manaus como parte da Greve Geral contra a “reforma” da previdência. O ato iniciou por volta da 15h saindo da Praça da Saudade e percorrendo as avenidas Epaminondas, 7 de Setembro e Eduardo Ribeiro até a Praça do Congresso.

Ao longo de todo o ato, a maioria dos trabalhadores demonstrava sua insatisfação com o governo antipovo de Bolsonaro e dos generais, enquanto as lideranças sindicais oportunistas, do alto dos palanques, realizam mais uma vez o sequestro de pauta, entoando “Lula livre”.

A liderança sindical Helma Sampaio, do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), afirmou que essa “reforma” é uma tragédia para os trabalhadores. “É uma reforma que prejudica os direitos da aposentadoria dos trabalhadores. Precisam continuar a ter a seguridade social, a Previdência social. Precisa se aposentar no tempo em que possa ainda aproveitar a vida com uma aposentadoria digna”, disse.

Já Lambert Melo, integrante da Asprom Sindical, denunciou que os professores serão prejudicados com essa “reforma” que acaba com a aposentadoria, em especial dos professores, e atinge diretamente o Fundeb achatando ainda mais os salários. “Os atuais contingenciamentos, além de dificultar os investimentos de melhoria da educação, também desvalorizam os profissionais. Agora, também tememos que o Fundeb acabe e os nossos salários sejam prejudicados”, denuncia.

Atos foram realizados no interior do Amazonas

Na cidade de Parintins, distante 369 quilômetros de Manaus, professores e estudantes da UFAM e da UEA realizaram pela manhã aulas públicas na Praça Eduardo Ribeiro, no Centro. Durante a tarde foi realizada uma passeata pelas ruas próxima do Bumbódromo.

O professor do curso de jornalismo da UFAM, Lucas Milhomem, denunciou que o fim da Previdência é prejudicial ao trabalhador e beneficia apenas os banqueiros que saqueiam os trabalhadores.

“Na passeata, teremos muitos triciclos, veículos, pessoas com cartazes e faixas em uma grande mobilização da sociedade contra a reforma. Não chamamos de reforma, é uma destruição e uma dissolução da Previdência social. A reforma não é benéfica para o trabalhador. Essa mudança é danosa e prejudicial. Se o trabalhador quiser se aposentar agora terá que pagar uma previdência privada através dos bancos, que têm outras regras. Só abre o grande mercado para iniciativa privada. A reforma visa favorecer esse mercado”, protestou Lucas.

Já no município de Benjamin Constant houve oficina de cartazes durante a manhã. Durante a tarde foi realizada uma passeata pelas ruas da cidade, que saiu do Instituto de Natureza e Cultura (INC). Em Itacoatiara também houve passeata saindo do Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia (ICET) até a Praça do Mirante.

Em Humaitá a programação da greve foi de oficinas e debates no Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA) pela manhã. Estudantes bloquearam o acesso aos blocos de sala de aula. Durante a tarde foi realizada uma passeata do campus até a orla.

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