Greve Geral em Curitiba: Bandeiras do USA e Israel são queimadas; polícia persegue manifestantes

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Fotos: Comitês de Apoio ao Jornal A Nova Democracia - Curitiba

A Greve Geral do dia 14 de junho foi marcada por grandes mobilizações, expressões de combatividade e repressão em Curitiba, Paraná.

Logo nas primeiras horas do dia, dezenas de piquetes foram realizados em fábricas e garagens de ônibus, fazendo com que cerca de 40% da frota do transporte coletivo não circulasse. Houve trancamento de rodovias com queima de pneus em pelo menos três pontos (BR-277, BR-476 e Contorno Sul). Em um desses pontos, em Araucária, a polícia covardemente disparou balas de borracha no momento da retirada dos manifestantes, atingindo um deles no rosto.

Foto: CWB Resiste

Pela manhã, trabalhadores de mais de 30 categorias reuniram-se na praça Nossa Senhora de Salete, em frente ao Palácio Iguaçu, totalizando mais de 5 mil grevistas, que saíram em ato pelas ruas do centro da cidade. O Comitê de Apoio ao AND esteve presente e realizou uma vitoriosa brigada de venda e distribuição de jornal, alcançando quase R$ 200,00 em vendas, principalmente com edições a preço de capa.

Na tarde outro houve nova concentração, dessa vez na Praça Santos Andrade, que reuniu milhares de manifestantes. À noite, um ato convocado por estudantes secundaristas e universitários teve grande adesão e saiu pelas ruas da cidade. Estiveram presentes dezenas de organizações, dentre elas a Alvorada do Povo (AP), a Unidade Vermelha – Liga da Juventude Revolucionária (UV-LJR), o Movimento Feminino Anita Garibaldi (MFAG) e a Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe).

Um bloco combativo levantou a consigna Nem Bolsonaro, nem Mourão, nem Congresso de corruptos e fora Forças Armadas reacionárias! e realizou a queima de bandeiras dos USA e de Israel em meio aos gritos de Yankees, go home!. A Polícia Militar seguiu o grupo e tentou prender um dos estudantes que participou da atividade.

Enquanto organizações estudantis como a UBES (União Brasileira de Estudantes Secundaristas) e a UPES (União Paranaense dos Estudantes Secundaristas) colocaram-se ao lado da polícia afirmando que esta "só estava fazendo seu trabalho", a massa de manifestantes impediu a ação arbitrária e gritou palavras de ordem contra a PM: Estado fascista, polícia genocida! e Não acabou, tem que acabar, eu quero o fim da Polícia Militar.

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