Israel ataca covardemente manifestação combativa da Resistência Palestina

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Manifestante palestino atira pedras contra o cerco à Gaza com uma funda, um tipo de estilingue. Foto: Ibraheem Abu Mustafa/Agência Reuters.

No dia 21 de junho ocorreu a 63ª manifestação consecutiva na Faixa de Gaza, em continuidade aos protestos semanais da Grande Marcha do Retorno, marcada por grande repressão das tropas israelenses contra os manifestantes pró-Palestina. Pelo menos 79 palestinos foram feridos pelo Exército sionista, que utilizou armas de fogo contra os manifestantes, bem como balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo para mantê-los longe da cerca da fronteira, segundo informe do Movimento pelos Direitos do Povo Palestiniano e pela Paz no Médio Oriente (MPPM). Outros dois paramédicos que auxiliavam os manifestantes feridos também foram atingidos, totalizando 81 vítimas. 

Apesar da violência das tropas israelenses, os manifestantes responderam atirando pedras contra os soldados estacionados na fronteira, e tentaram se aproximar dela entoando palavras de ordem contra Israel e pela Palestina, sob o lema A nossa terra não está à venda!

Além disso, a comissão anunciou que o protesto da semana seguinte será focado em rechaçar  a realização da Conferência do Bahrein, evento que o USA promoverá entre os dias 25 e 26 de junho para tratar de economia e política no Oriente Médio. O porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Abdul Latif al-Qanua, disse em um comunicado no dia 21/06 que “as massas palestinas, tomando as ruas logo antes da conferência liderada pelo USA em Manama, estão transmitindo aos participantes que a Palestina não é uma questão econômica, mas um movimento para libertar a terra da ocupação e garantir o retorno de nosso povo a seus países”.

As manifestações e comícios semanais integram o movimento da Grande Marcha de Retorno, que ocorre desde 30/03/2018, na Faixa de Gaza, ao longo do bloqueio israelense que isola Gaza de Israel desde 2007, quando o Hamas assumiu o controle da região e derrotou as tropas do presidente fantoche Mahmoud Abbas, e reivindicam os direitos do povo palestino de retornar às suas casas e de retomar seu território legítimo, ocupado pelo projeto colonial do Estado de Israel.

Desde o início da Grande Marcha, já foram assassinados pelo menos 305 palestinos e mais de 17 mil pessoas foram feridas, segundo o porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza, Ashraf al-Qedra. Apenas na manifestação do dia 14/03/2018, o Exército sionista assassinou deliberadamente 60 palestinos, o maior número de mortos em um único dia desde as agressões de Israel contra Gaza em 2014.

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