Bolsonaro e Macri visam gigante projeto antipovo de hidrelétrica no Sul

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Foto: Ueslei Marcelino / Reuters

A devastação ambiental e social promovida pelo governo de Bolsonaro e generais não se limita ao território brasileiro: atualmente, o governo brasileiro e o de Macri, na Argentina, tentam implementar um projeto violento de hidrelétrica, que até então tinha seu licenciamento ambiental barrado pela Justiça Federal.

As duas usinas (Garabi e Panambi), quando o projeto surgiu em 2012, se localizariam no rio Uruguai, visado pelo “investimento” imperialista por sua grande capacidade hídrica, e inundariam 100 mil hectares, desalojariam 12,6 mil pessoas e submergiria, somente no Rio Grande do Sul, 19 municípios.

De acordo com a organização Amigos da Terra Brasil, em 2014, a falta de informações sobre o projeto angustiava os moradores, que “não sabiam onde seriam reassentados e como ficariam as cidades que terão mais da metade da área urbana engolida pelas águas das duas barragens”.

Quem se beneficia com as hidrelétricas?

Os problemas sociais das hidrelétricas no Brasil já são conhecidos há longa data: o país, com grande possibilidades de produção de energia renovável, concentra seu “investimento” nas hidrelétricas, que raramente são construídas com o consentimento da população das áreas inundadas, e cujos prejuízos materiais não são recompensados ou o são de modo insuficiente. 

O vínculo entre o setor elétrico, as empresas de mineração - que são tanto autoprodutoras quanto consumidoras, como a assassina Vale - e as empreiteiras - como a Odebrecht - se dá à medida que a construção das hidrelétricas, de acordo com Philip M. Fearnside (membro da Academia Brasileira de Ciências), “envolvem muito dinheiro, dão oportunidade para a corrupção e sustentam o lobby das empreiteiras para conseguirem contratos de grandes barragens que têm uma produção pífia de energia”.

Entretanto, não só grandes empresas brasileiras utilizam as barragens para atingir superlucros: as hidrelétricas também são visadas por países imperialistas como a China, que está investindo em grandes projetos de mineração aos arredores da possível-futura-hidrelétrica. Ao serem aprovados os projetos de mineração e hidrelétrica no Rio Grande do Sul, o estado estaria diante de um saqueio gigantesco de suas riquezas naturais, em que nem a energia (que pode futuramente ser utilizada para satisfazer as necessidades das mineradoras), nem os minérios estariam à serviço da população e da nação.

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