Quatro revolucionários turcos são encarcerados na Europa

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Entre os dias 25 e 27 de junho, quatro revolucionários turcos retornaram às prisões na Europa: Dr. Banu Büyükavci, Dr. Sinan Aydin e Sami Solmaz, ativistas da Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa (ATIK), que haviam sido presos no “julgamento do Partido Comunista da Turquia/Marxista-leninista” (TKP/ML) e liberados há alguns meses, depois de comprovadas inconsistências no caso; e Erdal Gökoğlu, militante de grande histórico de luta, que foi sentenciado injustamente a cinco anos de prisão por “apoio à uma organização terrorista estrangeira”.

O ‘julgamento do TKP/ML’

Em abril de 2014, foram promovidas prisões em massa de membros da ATIK (ver vídeo abaixo), uma organização legal de caráter anti-imperialista e antifascista, cujos ativistas não foram acusados diretamente por nenhuma ação específica nos países onde foram presos (Alemanha, Grécia, Suíça e França), mas sim por supostamente serem membros do TKP/ML.

Os ativistas passaram mais de 34 meses presos sem acusação concreta, e permaneceram, desde o ano passado, sob “custódia investigativa” e foram presos novamente em 25 de junho, em um dos julgamentos em que se apresentavam à polícia regularmente.

De acordo com os presentes no julgamento, em um certo momento, os agentes do Comando de Apoio (USK) adentraram ao local e o principal juiz do caso definiu que os três ativistas, Banu Büyükavci, Sinan Aydin e Sami Solmaz ficariam detidos e seriam submetidos a novas audiências, que ocorrerão, absurdamente, sem a presença dos advogados de defesa ou apoiadores.

A prisão de Erdal Gökoglu

Em dezembro de 2017, Erdal foi extraditado à Alemanha, por decisão da côrte belga e, vários meses depois, seu processo começou, baseado na lei alemã de “apoio a uma organização terrorista estrangeira”. Agora, em 25 de junho, Erdal foi preso sob essa acusação. O próprio procurador (acusador) do caso havia pedido por três anos e meio de pena pelo suposto crime, porém o juiz a excedeu para cinco anos, por nenhum outro motivo que repressão política.

Por muitos anos, Gökoğlu participou em ações antifascistas e anti-imperialistas, tanto em seu país natal, a Turquia, quanto na Europa. De 1995 à 2001, ele foi preso na Turquia por seu trabalho revolucionário. Durante aquele tempo, ele se juntou a uma greve de fome contra as cadeias “tipo F”, de máxima segurança, onde os presidiários eram regularmente submetidos a confinamento solitário e tortura.

Durante sua greve de fome, as “autoridades” turcas forçaram intervenção médica no militante e, como consequência, ele sofreu com perda de memória e adoeceu com a síndrome Wernicke-Korsakoff. Quando ele foi liberado da prisão, ele emigrou para a Bélgica, onde procurou por asilo político e tratamento para a doença severa. Ele começou a se recuperar e a se organizar politicamente de novo.

No inverno de 2016, Gökoğlu foi preso na Polônia em conexão com um boletim da Interpol, sob mando do governo turco. Depois de vários meses de luta, greves de fome e protestos, o revolucionário foi liberado da prisão polonesa e retornou à Bélgica. Mas, no final de 2017, foi preso novamente, dessa vez pela polícia belga, sob mando dos imperialistas alemães.

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