Israel: Judeus etíopes se revoltam contra assassinato de jovem pela polícia

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Jovens da Etiópia protagonizaram justa rebelião popular. Fotos: Reprodução

No dia 30 do último mês de junho, judeus africanos da Etiópia que vivem em Israel protestaram em massa contra o assassinato covarde do adolescente Solomon Tekah. O jovem foi acusado de ter atirado pedras no policial que tentou o separar de uma briga. Entretanto, testemunhas no local negam a versão dos agentes. As informações foram divulgadas pelo portal estadunidense Incendiary News, em matéria assinada por Jennifer Kelly, no dia 10 de julho.

De acordo com o portal, depois do assassinato de Tekah, judeus etíopes (autointitulados “Beta Israel”) se revoltaram aos milhares e, durante o protesto, feriram mais de 100 policiais. Quase 200 manifestantes foram presos – dos quais muitos tiveram direitos negados, como o direito a tratamento médico e a ser acompanhado por advogados. Os manifestantes queimaram carros e pneus, derrubaram veículos da polícia, fecharam estradas e atiraram pedras e coquetéis molotov contra as forças de repressão.

Após uma pausa para reconhecer o tradicional período de luto judaico de sete dias, os protestos recomeçaram no dia 8 de julho, e provavelmente irão continuar, já que as acusações de homicídio culposo foram retiradas pelo sistema judiciário sionista e o policial não será indiciado. Um manifestante disse à multidão durante o protesto: Eu estou preparado para sangrar, estou preparado para morrer.

Os ‘Falashas

Falashas, como são conhecidos os judeus etíopes em Israel, significa, na verdade, “exilados” ou “estranhos”. O nome representa a discriminação que eles sofrem dentro do Estado sionista de Israel. Dados apontam que – dos 135.500 etíopes da comunidade judaica – eles são três vezes mais propensos a serem presos do que os ashkenazi (judeus provenientes da Europa).

Além disso, os falashas têm rendimento per capita 40% menor que a média, e mais de um terço das famílias (38,5%) vivem abaixo da linha da pobreza, com as crianças etíopies estudando, na sua maioria, em escolas especificamente etíopes, cumprindo com o regime de apartheid israelense.

Os judeus etíopes foram trazidos pela primeira vez a Israel em uma grande migração orquestrada pela CIA, pelas Forças de Defesa de Israel (IDF, sigla em inglês), por funcionários da Embaixada do USA e do Estado sudanês a partir de 1984. Eles eram levados à Israel em aviões e barcos superlotados, o que causava a morte de milhares.

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