França: Jovem maoista é preso por razões políticas

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Na França, ativistas se mobilizam na campanha pela liberdade de Théo El Ghozzi. No cartaz:" Liberdade para Tristan, Théo e todos os coletes amarelos"

Um militante maoista identificado como Théo El Ghozzi foi preso em seu local de trabalho, no dia 22 de julho, em Nantes. Ele foi acusado de pichar a casa de um ex-ministro localizada em Orvault e de participar de protestos contra as mudanças nas leis trabalhistas, em 2016. A acusação, porém, não foi provada, e o militante foi posto sob custódia para apresentar-se à Corte de Nantes.

Théo, já no primeiro dia de seu cárcere (22), iniciou uma greve de fome para ser reconhecido como preso político, assim como para exigir liberdade a todos os presos políticos, em particular o prisioneiro da luta palestina, o comunista Georges Ibrahim Abdallah. Ele também exige ser transferido para a prisão de Riom.

Cartaz feito pelos revolucionários franceses 

Um militante comunista norte-americano falou ao portal revolucionário daquele país, Incendiary News, sobre Théo: “Em todos os meus anos de luta, encontrei poucos camaradas que encarnaram a luta como o camarada Théo. Do amanhecer ao anoitecer, dormindo apenas algumas horas por noite, ele comeu, respirou e viveu seus compromissos revolucionários. Théo é um bolchevique em seu núcleo, no sentido mais real da palavra; é uma inspiração para todos os companheiros na luta. Seu modo de vida simples, suas expressões contundentes e diretas da avançada teoria comunista espalham a revolução em qualquer lugar que ele vá, não tenho dúvidas de que ele está decidido a levar adiante sua luta até o fim”.

O ativista já havia sido condenado pelo Estado imperialista francês diversas outras vezes, tendo sido preso e submetido a restrições legais. Até hoje ele é proibido de entrar em sua cidade natal.

“Ele agora reside na ‘pequena prisão’, mas não se engane, nós trabalhadores conhecemos apenas a ‘grande prisão’. Sem revolução não vamos começar a experimentar a liberdade verdadeira e duradoura”, disse o comunista norte-americano, citando o livro de um dos presos políticos brasileiros de 2014, Igor Mendes, A pequena prisão. “É nosso dever internacionalista educar nossa classe aqui no USA sobre o camarada Théo, o movimento ‘Coletes amarelos’ e as lutas do proletariado francês liderado por sua vanguarda, o Partido Comunista Maoista no estado francês”, disse ele.

ilustração dos comunistas norte-americanos em solidariedade ao Partido Comunista maoista da França (PCmF) e ao movimento dos coletes amarelos

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