Em apenas uma semana, Talibã toma dez enclaves no Afeganistão

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Em uma semana, o Emirado Islâmico do Afeganistão (Talibã) retomou cerca de dez enclaves militares em pelo menos seis distritos diferentes do Afeganistão. As ações dão prosseguimento à ofensiva de primavera a operação Al-Fath (a “Vitória”) em curso contra a invasão ianque no país. Em sua maioria, foram invadidos e capturados postos que estavam sob o controle de grupos de milícias que atuam no país contratados pelo próprio governo do USA, como é o caso da famosa empresa Academi, anteriormente chamada de Blackwater, mas que mudou de nome após escândalos envolvendo o assassinato de civis no Iraque.  

No dia 2 de agosto, os talibãs deram início a diversos assaltos no distrito de Charchino, na província de Uruzgan, que ainda não se encerraram. Até agora, foram retomados quatro centros militares chave do próprio governo fantoche afegão, submisso à ocupação colonial ianque no país.

Já na madrugada do dia 3 de agosto, foram conquistados dois postos de controle no distrito de Nawa, localizado na região de Kala Ragh, que estavam sob o comando de milícias, e um posto no distrito de Chora, antes dominado por soldados afegãos. No total, foram eliminados 20 soldados e mercenários, incluindo um comandante. Confiscou-se, no total, sete rifles, uma metralhadora PK, um lançador de RPG (traduz-se como granada lançada por foguete) e um rádio, bem como outros equipamentos.

No distrito de Qadris, a estação militar de Basbayano, que estava sob o comando de uma milícia também foi retomada, resultando na morte de dez mercenários pró-USA. O resto deles fugiu durante os ataques dos talibãs, deixando o prédio e as armas para trás. 

O distrito de Panjwaie, localizado na província de Kandahar, sediou uma batalha durante a noite que durou cerca de duas horas, em que os talibãs conquistaram vários postos militares e um posto de verificação de trabalhadores, na área de Talkan. Kandahar é um enclave particularmente complicado, de grandes extensões e com uma longa faixa de fronteira com o Paquistão, onde os ianques exercem grande domínio territorial e político. No fim de 2018, o Talibã derrubou o general Abdul Razeq, que comandava o controle bélico de Kandahar e recebia ordens diretamente de Scott Miller, o comandante das tropas da Otan no Afeganistão, maior representação ianque em território afegão.

Além disso, os talibãs realizaram uma retomada vitoriosa da sede do distrito de Mizan, localizado na província de Zabul, um enclave de grande importância estratégica. Depois de mais de um ano sob cerco, no dia 30 de julho, o controle da cidade foi retirado das mãos do Exército afegão, lacaio aos interesses do USA, e está, agora, sob administração do Talibã. Hoje, na província de Zabul, apenas um dos seus 11 distritos está sob controle direto do governo afegão.

O Talibã, como parte das forças que resistem utilizando da guerra, luta pela expulsão das tropas colonialistas ianques e pela libertação nacional do Afeganistão. A Resistência, sob seu principal protagonismo, já controla quase metade do país, após 18 anos de guerra de resistência iniciada em 2001, com a invasão do país pelo Exército norte-americano. 

Apesar das limitações ideológicas e políticas, e de representar uma força feudal, o Talibã está cumprindo tarefas da revolução democrática (expulsar a dominação imperialista, ainda que momentânea e parcialmente). Para que a revolução democrática triunfe, no entanto, necessita-se da direção dos revolucionários proletários, que dirija o processo rumo à Nova Democracia e ao Socialismo.

Foto ilustrativa

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