Guerra de ‘baixa intensidade’: USA impõe sanções econômicas totais à Venezuela

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Sanções econômicas totais contra o governo da Venezuela foram impostas através de uma ordem executiva do presidente do USA, o ultrarreacionário Donald Trump, no dia 5 de agosto. As sanções congelam todos os bens do Estado venezuelano e do governo Maduro, e proíbe transações com tal governo, a menos que estejam especificamente isentas.  

O documento assinado pelo genocida Trump afirma que “todos os bens e interesses em bens do governo da Venezuela” que se encontram no USA “estão bloqueados e não podem ser transferidos, pagos, exportados, retirados e nem negociados de outra maneira”.

O assessor de segurança nacional do USA, John Bolton, também ameaçou a China e a Rússia, sugerindo que o apoio contínuo de tais potências imperialistas ao regime venezuelano “poderia afetar o pagamento de sua dívida depois da queda de Maduro”. A Rússia já concedeu mais de 17 bilhões de dólares desde 2006 ao governo venezuelano, e a China concedeu, na última década, mais de 233 bilhões de dólares.

Estabilizar e aprofundar o controle sobre Venezuela é chave para o imperialismo ianque evitar uma agitação em todo o continente, que é chave para sua dominação mundial. Além disso, tal situação serve de pretexto para aprofundar a presença militar no continente, através sobretudo de implantar bases militares com ênfase no Brasil.

A que serveM as sanções

Tais sanções e os ataques cibernéticos e eletromagnéticos contra o sistema energético do país, além das ameaças de invasões, pressões diplomáticas e ataques de grupos armados ou não-militares em geral conformam a "guerra de baixa intensidade" levada a cabo pelos ianques.

O terrorismo econômico e as ações de "baixa intensidade" contra a Venezuela faz parte da tentativa dos ianques de desestabilizar social, econômica e politicamente o país, tornando-o menos capaz de se autodefender da guerra de agressão que planeja promover os imperialistas.

Um segundo objetivo é causar maior pauperização ao povo e escassez de produtos de consumo das famílias e de bens necessários à indústria, tudo para fomentar na população e no Exército uma revolta que leve a uma sublevação e um golpe doméstico ao governo de Maduro e a favor do fantoche do USA, Juan Guaidó. Na impossibilidade de levar a cabo esse “golpe doméstico”, tal pauperização causada pelas sanções servirá a justificar a invasão tradicional do imperialismo ianque, sob a desculpa de “ajuda humanitária”.

O povo venezuelano agora é o quarto que está sob ameaça de intervenção militar direta pelo imperialismo ianque. 

Resistir Contra a agressão imperialista

A Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (de Hamburgo, Alemanha), em comunicado publicado em seu blog na internet, apontou: “Rejeitamos todas as ideias tolas e capituladoras que não servem a preparar as mentes e os corações do povo e de todos os que estão contra a agressão imperialista ianque, seja qual for a forma em que finalmente ela se apresente, porque ela se apresentará”.

“Devemos nos preparar para resistir estrategicamente depreciando o imperialismo ianque como um tigre de papel e, taticamente, levando-o em conta como um verdadeiro tigre com presas de aço. Confiante de que o imperialismo é um colosso com pés de barro e que o único poderoso é o poder organizado do povo dirigido por seu partido comunista. A um país, não importa seu tamanho, se ousar confrontar o imperialismo e permanecer firme e desafiar todos os sacrifícios terá finalmente a vitória. Aqui vemos a importância da ideologia do proletariado, do marxismo-leninismo-maoismo e os aportes de validez universal do pensamento gonzalo”, afirmou a Associação.

O ultrarreacionário Donald Trump fala na Casa Branca, em Washington, no dia 5 de agosto. Foto: Saul Loeb/AFP

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