Polícia assassina jovens e povo se rebela na Região Metropolitana do Rio

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Rebelião popular atacou instituições do velho Estado em Magé. Foto: Destaque Baixada

Na tarde do último dia 12 de julho, no município de Magé, Região Metropolitana do Rio, o jovem Henrico de Jesus Viegas de Menezes Júnior, de 19 anos, esperava o ônibus às margens da Favela Terra Nova, no bairro Lagoa, quando foi atingido na barriga e socorrido por colegas. No local, ocorria uma operação da Polícia Militar (PM).

Em nota, a polícia diz que Henrico estava armado. No entanto, médicos, enfermeiros do Hospital Municipal de Magé, parentes e amigos do rapaz que o socorreram disseram que os policiais nem ao menos se aproximaram do corpo para checar contra quem haviam disparado.

A nota de PM incrementou ainda mais a revolta do povo, que fechou várias ruas de Magé e seguiu em direção ao Palácio Anchieta, sede da prefeitura. No local, manifestantes foram barrados por seguranças e policiais, gerando ainda mais revolta. Do lado de fora, a massa ateou fogo em pneus e ergueu barricadas. A polícia atacou novamente, dessa vez com bombas de gás lacrimogêneo. Segundo a família do jovem, ele estudava e trabalhava em uma rede de supermercados.

Jovem Henrico de Jesus, de Magé, era repositor de supermercado. Foto: Reprodução

Já em Niterói, também na Região Metropolitana, no final da manhã do dia 12, o jovem Dyogo Coutinho, de 16 anos, saía de casa na Favela da Grota para jogar uma partida de futebol quando foi surpreendido pela chegada da PM, em um dos acessos ao bairro. Os PMs dispararam e acertaram Dyogo na barriga.

O garoto foi socorrido pelo avô, que é motorista de ônibus e utilizou o coletivo que dirige para levar o neto ao hospital. Infelizmente, o garoto não resistiu aos ferimentos e morreu no final da tarde.

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Moradores niteroienses se revoltaram e chegaram a incendiar um ônibus. Mais uma vez a polícia atacou manifestantes com gás e foi respondida com pedras e garrafas. Um dos PMs disparou contra manifestantes desarmados e atingiu o jovem Renan da Silva Lima, de 18 anos. Baleado em uma das pernas, ele foi levado para o Hospital Estadual Azevedo Reis e passa bem.

Na última semana, a divulgação dos números do gerenciamento Witzel referentes à letalidade da polícia no primeiro semestre de 2019 assustou a todos. Segundo os dados, a polícia matou uma média de cinco pessoas por dia no período em questão, quebrando todos os recordes da série histórica do Instituto de Segurança Pública (ISP), iniciada em 1999.

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