BH: Milhares nas ruas contra a ‘reforma' da Previdência e cortes na educação

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Manifestantes queimam bandeiras do USA e Israel durante a manifestação. Foto: Eduardo Magrão/A Nova Democracia

Na tarde do dia 13 de agosto, uma multidão tomou as ruas de Belo Horizonte, Minas Gerais, como parte da Greve Nacional da Educação que denunciou as políticas de ataques aos direitos dos trabalhadores, em defesa da Previdência e contra os cortes levados a cabo pelo governo de Bolsonaro e dos generais. Segundo os organizadores, mais de 100 mil pessoas marcharam pelas ruas da capital mineira.

Os manifestantes foram convocados pelas centrais sindicais, movimentos populares e estudantis, e manifestaram repúdio aos ataques do governo. Foram para as ruas professores, estudantes, eletricitários e diversas categorias como parte do Dia Nacional em Defesa da Previdência e da Educação Pública, que mobilizou trabalhadores e estudantes em todos os estados e no Distrito Federal, somando mais de 200 municípios brasileiros.

Foto: Eduardo Magrão/A Nova Democracia

Três assembleias – dos professores da rede municipal, da rede estadual e dos eletricitários – foram realizadas juntas em diferentes pontos da cidade e, após concluídas, os trabalhadores mobilizados saíram em marchas que se unificaram em frente à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), onde os eletricitários entregaram uma série de exigências à direção da empresa.

A marcha unificada, engrossada pelos transeuntes e outros setores do povo a cada rua, ficou tão grande que a Praça Sete, principal palco de manifestações da cidade, ficou pequena para a multidão. O ato seguiu até a Praça da Estação.

Foto: Eduardo Magrão/A Nova Democracia

Na Praça Sete, no meio da passeata, jovens combatentes e integrantes de um bloco combativo, cercados pela multidão curiosa e entusiasmada, queimaram bandeiras do imperialismo ianque e do Estado sionista e terrorista de Israel. No bloco tremulavam bandeiras do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação (Moclate) e da Liga Operária. Além disso, estavam estendidas duas faixas que estampavam: Nem Bolsonaro! Nem Mourão! Nem Congresso de corruptos! Fora Forças Armadas reacionárias! e Contra a ‘reforma da Previdência’, Greve Geral!.

Ativistas da Liga Operária, do Moclate e do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil de BH e Região (Marreta) realizaram ainda uma importante distribuição do jornal do sindicato, cujo eixo é celebrar os 40 anos dos grandes levantes operários de 1979 no Brasil. O jornal foi bem recebido pelos trabalhadores em educação, que fizeram questão de agradecer ao Marreta e à Liga Operária. Um dos professores afirmou: “Obrigado por estarem resgatando de forma magnifica esses importantes levantes”. Alguns fizeram questão de dizer que estiveram na histórica greve dos professores, como a companheira Bizoca, do Instituto Helena Greco, e Betinho Duarte.

Foto: Eduardo Magrão/A Nova Democracia

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