GO: UEG demitirá 47% de seus servidores

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O desmonte da Universidade Estadual de Goiás (UEG) segue galopante com o anúncio de que cerca de 1,5 mil contratos de funcionários temporários serão rescindidos até o fim de 2019. Este número representa quase a metade dos funcionários totais da UEG, dentre professores e técnico-administrativos e laboratoriais. Neste mês de agosto, 190 servidores já foram mandados embora, fato que impactou largamente a produção dentro da Universidade.

Com o anúncio das novas demissões, o futuro da universidade é incerto, entretanto, a reitoria e órgãos do estado de Goiás anunciam que o mais provável é o fechamento em definitivo de vários cursos e campus espalhados pelo estado. Alguns serviços já estão suspensos com as demissões, como é o caso de bibliotecas, refeitórios e outras unidades que dependiam de tais servidores. 

Como noticiado em AND, a política de cortes de verbas já colocava a UEG em risco desde o começo do ano. Agora, os efeitos práticos desta política começam a aparecer.

A UEG é atualmente a universidade pública com maior extensão do estado de Goiás e já foi uma das maiores do país. Ela oferece 52 cursos em 39 cidades, perfazendo um total de 142 cursos de graduação, sendo 19 cursos de tecnologia, 77 de licenciatura e 32 de bacharelado, organizados em 42 campi. Sua destruição representa o fim da oportunidade para milhares de alunos de obterem uma educação superior gratuita, não restando muitas opções, a não ser recorrer ao ensino privado.

Uma servidora temporária, que preferiu não se identificar, lotada na Escola Superior de Educação Física e Fisioterapia (campus da UEG em Goiânia) há 18 anos, em entrevista, lamentou: “A gente carregou a UEG até aqui. Estamos presos, não sabemos para que lado vai”. Outros servidores também relataram como travaram intensa luta em defesa da instituição, conseguindo verbas para comprarem livros, fazerem reformas e investirem em infraestrutura da universidade.

A precarização da educação não ocorre de forma isolada no estado de Goiás, mas se tornou um projeto a nível nacional, como podemos ver pelos anúncios diuturnos do Ministro da Educação Abraham Weintraub. Recentemente, o mesmo admitiu publicamente que os cortes na educação, da ordem de quase R$ 1 bilhão, foram destinados ao pagamento das emendas para os parlamentares aprovarem a "reforma" da Previdência.

Foto: Reprodução

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