Editorial - Persistir nas mobilizações pela Greve Geral de Resistência Nacional

A- A A+

Editorial da edição nº 226 do jornal A Nova Democracia (2ª quinzena de agosto e 1ª de setembro de 2019), que já está disponível na internet e, em breve, nas bancas e com nossos Comitês de Apoio espalhados por todo o Brasil.


As vitoriosas mobilizações em defesa dos direitos do povo (como a ocorrida no dia 13 de agosto), especialmente a Greve Geral que ocorreu no 14 de junho, foram demonstrações patentes do repúdio popular, no campo e na cidade, contra às medidas draconianas de cortes de direitos na legislação previdenciária e na política educacional, medidas  impostas pela ofensiva contrarrevolucionária preventiva das Forças Armadas reacionárias que empalmaram o governo do fascista Bolsonaro.

As hostes bolsonaristas e a imprensa dos monopólios fizeram de tudo para desmerecer as iniciativas dos trabalhadores e da juventude combatente, que paralisaram fábricas, transporte, serviços públicos em geral, escolas públicas e privadas. O oportunismo, por sua vez, cumpriu o baixo papel de desviar a luta das massas para fins eleitoreiros por meio de vários subterfúgios, como o seu “Lula livre”. Porém, todos eles deram com os burros n’água.

Recentemente, no dia 13 de agosto, uma nova onda de manifestações sacudiu as capitais dos estados e principais cidades do interior do Brasil, dando mais um impulso na luta contra a proposta dos golpistas reacionários de retirar direitos dos trabalhadores e da juventude. Várias capitais contaram com a decisiva participação entusiasta e enérgica da juventude combatente e de várias categorias de trabalhadores, lideradas pelos sindicatos classistas combativos e organizações revolucionárias de estudantes e da juventude do povo, conformando, pouco  a pouco, o núcleo de direção da resistência popular por cidades e vilarejos, em todas as regiões do país.

Palavras de ordem foram estampadas em grandes faixas e bradadas pelos manifestantes com as consignas de “Greve Geral de Resistência Nacional” e “Contra a ‘reforma da Previdência’, greve geral!”. Os manifestantes também queimaram as bandeiras do USA e Israel, repudiando o capachismo de Bolsonaro e seu governo tutelado pelas Forças Armadas, e seus anunciados projetos vende-pátria.

Não importa que a proposta dos golpistas tenha passado na putrefata Câmara dos deputados, antro de corruptos de carteirinha. Tampouco importa que ela tenha tido a mesma sorte no Senado, refúgio da oligarquia latifundiária-burocrática, serviçal do imperialismo. Eles podem aprovar mil leis para o seu próprio benefício pisoteando os parcos direitos conquistados em duras lutas pelo povo. Estes remanescentes do feudalismo operam com um velho ditame da velha república: “Para os amigos: tudo; para os indiferentes: a lei; e para os inimigos: os rigores da lei”. Ou seja, para as classes dominantes a lei é só um detalhe. Quando a lei limita-lhes aumentar a exploração e opressão das classes dominadas, elas simplesmente alteram a lei.

As mobilizações e a luta popular, ao mesmo tempo que resistem aos ataques aos direitos do povo desferidos pela ofensiva contrarrevolucionária, devem denunciar e repelir toda e qualquer ideia de tomar um lado nas pugnas dos grupos de poder das classes dominantes de situação e “oposição”. As massas tampouco devem tomar partido nas brigas sujas palacianas entre a direita do Alto Comando das Forças Armadas e o grupo da extrema-direita de Bolsonaro.

Tal como a ideia do “mal menor” defendida pelos velhos oportunistas em cada eleição, agora setores reacionários apresentam a proposta de “entregar o governo ao centrão” através da implantação do parlamentarismo, comandado pelas velhas pragas, corruptos profissionais como Rodrigo Maia.

A consigna levantada nas manifestações pelas forças democrático-revolucionárias de “Nem Bolsonaro! Nem Mourão! Nem Congresso de corruptos! Fora Forças Armadas reacionárias!” deve ser completadas com a consigna: “Pela Revolução de Nova Democracia!”.

Só a Revolução de Nova Democracia, com o desencadeamento da Revolução Agrária e Anti-imperialista, poderá varrer toda esta escumalha e construir o Brasil Novo.

Foto: Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia - Campinas (SP)

NÃO SAIA AINDA… O jornal A Nova Democracia, nos seus mais de 18 anos de existência, manteve sua independência inalterada, denunciando e desmascarando o governo reacionário de FHC, oportunista do PT e agora, mais do que nunca, fazendo-o em meio à instauração do governo militar de fato surgido do golpe militar em curso, que através de uma análise científica prevíamos desde 2017.

Em todo esse tempo lutamos e trouxemos às claras as entranhas e maquinações do velho Estado brasileiro e das suas classes dominantes lacaias do imperialismo, em particular a atuação vil do latifúndio em nosso país.

Nunca recebemos um centavo de bancos ou partidos eleitoreiros. Todo nosso financiamento sempre partiu do apoio de nossos leitores, colaboradores e entusiastas da imprensa popular e democrática. Nesse contexto em que as lutas populares tendem a tomar novas proporções é mais do que nunca necessário e decisivo o seu apoio.

Se você acredita na Revolução Brasileira, apoie a imprensa que a ela serve - Clique Aqui

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Avenida Rio Branco 257, SL 1308 
Centro - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: [email protected]

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também:
https://www.catarse.me/apoieoand

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Fausto Arruda

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Galhasi de Oliveira
José Ramos Tinhorão 
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Matheus Magioli Cossa
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ana Lúcia Nunes
Rodrigo Duarte Baptista
Vinícios Oliveira

Ilustração
Taís Souza