Negociando sua rendição, ianques demonstram-se derrotados e preparam retirada do Afeganistão

A- A A+

Donald Trump, presidente do imperialismo ianque, anunciou mais uma retirada de tropas do Afeganistão, no dia 30 de agosto, informando que o número de soldados no país cairá para 8,6 mil. O anúncio se deu na reta final da rodada de negociações de um acordo que chancele o fim da ocupação estrangeira no país, acordo negociado entre o USA e o Emirado Islâmico do Afeganistão (Talibã) desde 2018, no Catar, com a ausência do “governo” colonial títere afegão.

O Talibã encara a decisão como expressão da sua vitória e da derrocada cabal da incursão ianque. Além disso, afirma que o acordo não significará o fim de sua guerra contra o governo fantoche que está atualmente no poder no Afeganistão, colocado lá pelo imperialismo ianque. “Continuaremos nossa luta contra o governo afegão e tomaremos o poder pela força”, afirmou veementemente um comandante talibã em anonimato, segundo a agência de notícias Reuters

Em 2018, o general ianque encarregado das operações do USA e da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão já havia dito que não era possível vencer a guerra militarmente, e que a única saída para o USA seria uma resolução política acordada diretamente com o Talibã.

Após 18 anos da guerra de agressão lançada pelo USA contra o Afeganistão, desde 2001, totalizando três presidentes e cinco mandatos presidenciais, o USA parece estar resoluto quanto à derrota do seu Exército pelos talibãs. 

Leia também: General ianque admite derrota no Afeganistão: ‘Não podemos vencer essa guerra’

Apoio nacional à Resistência cresce

Desde que seu governo foi derrubado, em 2001, após vencer as eleições locais, o Talibã vem lutando contra a ocupação ianque no Afeganistão e já retomou o controle de metade do território nacional, sendo que, antes da guerra, tinha controle sobre 90% dele. 

Apesar dos mais de 900 bilhões de dólares investidos pelo USA na guerra e até mesmo com a “mãe de todas as bombas” (Moab), o maior explosivo não-nuclear, utilizada pelos ianques contra o Talibã em 2017, o imperialismo segue incapaz de derrotar a Resistência afegã, ao passo que seu apoio também cai progressivamente.

A agência jornalística Associated Press (AP) narrou, em 2018, como o povo do Afeganistão tem rejeitado cada vez mais a presença militar invasora, ante toda a miséria e o genocídio perpetrados. Segundo a AP, um soldado do Exército afegão conta que “o moral está no nível mais baixo de todos os tempos, com muitos soldados expressando simpatia pelo Talibã”, e que a percepção do povo de que a guerra interna é resultado da política imperialista ianque cresce progressivamente. 

Em outubro de 2018, por exemplo, o Talibã executou Abdul Raziq, um general pró-USA que controlava Kandahar, uma das principais províncias do país, aumentando cada vez mais os elogios na internet a ataques de forças afegãs contra antigos aliados do USA e da Otan.

Histórico da Resistência Afegã

Apesar de possuir uma ideologia conservadora e feudal, o Talibã representa a principal força política e militar no processo da Resistência ao imperialismo e à invasão estrangeira no Afeganistão, bem como às atrocidades terroristas cometidas por estes contra o povo. 

Além dos ianques e seus aliados e mercenários contratados, o Talibã já cumpriu esta tarefa anteriormente, contra o social-imperialismo russo e suas tropas. À época, em cerca de 1979, a revisionista União Soviética tentava derrotar as guerrilhas jihadistas, ligadas ao Islã, responsáveis por derrubar o presidente Mohamed Daoud, que subjugava a nação afegã aos interesses do social-imperialismo. 

Foi em meio a essas diversas guerrilhas que o Talibã surgiu, depois, como o principal expoente da Resistência Nacional, e assim segue até hoje. 

No entanto, é evidente que o grupo possui uma limitação de classe essencial, ao passo de que a libertação e emancipação efetiva da nação afegã só será possível de ser levada a cabo, definitivamente, pelo proletariado, por meio de seu partido revolucionário.

 

Menino afegão observa soldado ianque, em Cabul, capital do Afeganistão. Foto: Dusan Vranic/AP

Edição impressa

Endereços

Jornal A Nova Democracia
Editora Aimberê

Rua Gal. Almério de Moura 302/4º andar
São Cristóvão - Rio de Janeiro - RJ
Tel.: (21) 2256-6303
E-mail: anovademocracia@gmail.com

Comitê de apoio em Belo Horizonte
Rua Tamoios nº 900 sala 7
Tel.: (31) 3656-0850

Comitê de Apoio em São Paulo
Rua Silveira Martins 133 conj. 22 - Centro
Reuniões semanais de apoiadores
toda segunda-feira, às 18:45

Seja um apoiador você também!

Expediente

Diretor Geral 
Fausto Arruda

Editor-chefe 
Mário Lúcio de Paula
Jornalista Profissional
14332/MG

Conselho Editorial 
Alípio de Freitas (In memoriam)
Fausto Arruda
José Maria Oliveira
José Ramos Tinhorão 
José Ricardo Prieto
Henrique Júdice
Hugo RC Souza
Mário Lúcio de Paula
Matheus Magioli
Montezuma Cruz
Paulo Amaral 
Rosana Bond

Redação 
Ellan Lustosa
Mário Lúcio de Paula
Patrick Granja