USA: Moradores protestam contra construção de torre 5G em bairro de Los Angeles

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Moradores protestam contra a construção da Torre 5G e a destruição do jardim comunitário e centro cultural

Há mais de uma semana, em 25 do agosto, moradores de Boyle Heights, na cidade de Los Angeles, organizados pelos revolucionários do Defender Boyle Heights (DBH) se mobilizaram para resistir à construção de uma nova torre de celular 5G no local de um jardim comunitário e centro cultural. Após o protesto e a interferência dos moradores na reunião com os empresários, o projeto foi adiado por mais duas semanas.

A Organização Não-Governamental (ONG) East Los Angeles Community Corporation (ELACC), proprietária do terreno onde a torre será construída, negocia há meses com a Verizon (empresa que pretende construir a torre), mantendo os moradores de Boyle Heights às escuras. Mesmo os jardineiros que visitam o local todos os dias disseram que só recentemente ouviram falar dos planos de construção.

Após o pequeno protesto, os participantes entraram na sala de reuniões da Casa Del Mexicano, onde os representantes da ELACC estavam. Um por um, os participantes apontaram problemas e suas discordâncias com a obra, deixando os empresários irritados.

Jardim comunitário e centro cultural de grande importância para a comunidade local

Uma moradora perguntou à multidão: “Quem aqui tem o mais novo iPhone?”, e apenas três pessoas levantaram a mão, Ela então prosseguiu: “Esta torre não é para nós”. Os telefones celulares mais recentes podem custar mais de mil dólares, e a conexão 5G da torre só é compatível com as novas placas de Wi-fi.

Uma mãe proletária, cujo filho foi morto pela polícia, acrescentou que a torre não é para os moradores, mas “para os novos drones da polícia que eles querem espalhar por aí para nos espiar”. “Eles querem poder ver tudo o que o povo faz para que eles possam enviar agentes para matar inocentes, como fizeram na morte do meu filho”, disse ela.

Os locais gritaram: “Jardins sim, Verizon não!”, e exigiram que o ELACC se afaste do contrato com a Verizon, que permite que a empresa construa legalmente em qualquer lugar que quiser. 

Os moradores temem que o jardim existente no local seja arrasado e que até a própria Casa Del Mexicano seja demolida. No local há murais e outras obras de arte que retratam a história dos chicanos (descendentes mexicanos filhos de imigrantes, mas que nasceram no USA). 

Eles também acreditam que a construção da torre possa acelerar a gentrificação no bairro, contra a qual os moradores já combatem intensamente, sendo constantes as tentativas de grandes empresas de expulsá-los de suas moradias, destruir seus bairros e construir espaços aos ricos no lugar.

Após a reunião, as pessoas cozinharam alimentos da horta, que está sob ameaça, para recolher doações e financiar a resistência à torre. O DBH agitou com as massas sobre a questão da gentrificação, o engano das ONGs e a necessidade de organizar-se coletivamente contra a Verizon e o ELACC. “Este é apenas mais um exemplo claro de porque não devemos confiar nas organizações sem fins lucrativos. Estamos com os agricultores, comunidade e moradores que exigem que a torre não seja construída”, exclamou a organização.

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