Protesto rechaça imperialismo dinamarquês na Groenlândia

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Foto: demvolkedienen.org

Ativistas democráticos se reuniram, há mais de uma semana, no dia 2 de setembro, em Copenhagem, capital da Dinamarca, para protestar contra a dominação imperialista dinamarquesa na Groenlândia e contra a proposta ianque de “comprá-la”. O ato foi previsto para acontecer durante a chegada ao país do presidente do USA, Donald Trump.

Manifestantes se colocaram contra, principalmente, o imperialismo dinamarquês e as suas aspirações coloniais ainda existentes com relação à Groenlândia. Em uma faixa em dinamarquês, eles exigiram: Esmagar o imperialismo dinamarquês! Liberdade para a Groenlândia! Palavras de ordem como Viva, viva a Palestina! e Pela solidariedade internacional! também foram ditas contundentemente pela multidão. Sinalizadores vermelhos foram acesos pelo bloco dos revolucionários, demonstrando o caráter combativo da manifestação.

Atualmente, no país, há uma grande luta pela reconstituição do Partido Comunista da Dinamarca, como um partido revolucionário proletário que lute pela Revolução Socialista mediante a guerra popular.

As marcas do colonialismo dinamarquês

A colonização moderna da Groenlândia começou em 1920, e os povos originários (majoritariamente Inuit) no território e suas riquezas naturais foram, consequentemente, explorados pelos imperialistas dinamarqueses. 

No início da exploração colonial, o comércio era formado basicamente por produtos feitos a partir de baleias e focas, explorando e marginalizando, desde cedo, produtores Inuit familiares que já tinham a exploração artesanal e o comércio desses bens como meio de subsistência.

Pela incapacidade de explorar a ilha através da agricultura ou pecuária, devido ao clima, a Dinamarca começou então a explorar seus minerais, como, por exemplo, a Criolita, que foi explorada pelo imperialismo na Groenlândia por 100 anos.

Enquanto a Dinamarca colonizava o território, os povos Inuit eram colonizados culturalmente, e os exploradores introduziam o álcool entre os povos para utilização como “moeda”, mas também como forma de controle da população e de destruição de suas crenças. 

Foto: demvolkedienen.org

A utilização do álcool, a exploração dos povos indígenas e a imposição forçada de uma nova cultura à população é um dos motivos para, até hoje, a Groenlândia ter um dos maiores índices de alcoolismo e suicídio do mundo.

Em 1953, a Groenlândia passou de posse colonial para o status de “província” dinamarquesa. Isso marcou o início de um período intenso de extermínio cultural: o dinamarquês passou a ser a única língua permitida na ilha, e os groenlandeses que queriam educação superior eram forçados a ir para a Dinamarca, criando um distanciamento cultural maior ainda dos groenlandeses com sua terra.

Até muito recentemente, a Dinamarca manteve ainda o controle do sistema jurídico, dos recursos naturais, dos assuntos militares e das relações externas na região. Apenas em 2009 foi aprovada uma “Lei sobre o Governo Autônomo da Groenlândia”. Esta lei conferiu ao governo da Groenlândia controle sobre o sistema jurídico e a guarda costeira. Além disso, estabeleceu a Groenlândia como única língua oficial da ilha. O governo também começou a diminuir lentamente a concessão que a região é obrigada a ceder à Dinamarca, que hoje é de um quarto do Produto Interno Bruno da Groenlândia e 66% do seu orçamento anual.

Atualmente, Groenlândia ainda é, na prática, uma colônia, sendo considerada uma “região autônoma do Reino da Dinamarca” e tem sua economia extremamente frágil, baseada na exploração mineral, completamente submetida ao imperialismo dinamarquês.

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