Trabalhadores dos Correios entram em greve; outras categorias também paralisam pelo Brasil

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Foto: Reprodução/Redes sociais

No último dia 10 de setembro, os trabalhadores dos Correios entraram em greve geral por tempo indeterminado em pelo menos 18 estados e no Distrito Federal contra a redução de salários e contra o plano privatista de Paulo Guedes e do governo de Bolsonaro e dos generais. 

Uma das principais reivindicações da categoria é o reajuste salarial com reposição da inflação do período. Porém, os trabalhadores também rechaçam a retirada de pais e mães do plano de saúde, além de melhores condições de trabalho.

Correios e telégrafos param em Minas Gerais

Com informações do Comitê de Apoio ao AND - Belo Horizonte

Em Minas Gerais, às 22 horas do dia 10 de setembro, os trabalhadores dos Correios e Telégrafos iniciaram a greve geral da categoria para frear os ataques do reacionário governo de Bolsonaro, tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas (ACFA) e serviçal do imperialismo, principalmente ianque. A categoria reivindica a manutenção de todas as conquistas e é contra o projeto de privatização dos Correios, que está sendo proposto pelo governo de generais e seu ministro da economia, o Chicago boy Paulo Guedes.

Os trabalhadores se concentraram na frente do Correio Central, na avenida Afonso Pena, na manhã de 11/09, e realizaram uma passeata para denunciar a situação que a categoria está sofrendo, assim como o descaso do governo, que está descumprindo a Constituição brasileira, rasgando o Artigo 21 - inciso X, que diz: “Compete à União: manter o serviço postal e o correio aéreo nacional”. Ou seja, é um artigo que defende a garantia do trabalho dos Correios nas mãos do Estado e não dos interesses privados, que só visam os lucros.

Os representantes do Sindicato dos Trabalhadores Estadual dos Correios e Telégrafos de Minas Gerais (SINTECT-MG) são taxativos ao defenderem os direitos dos trabalhadores e também a não privatização da empresa. Enquanto o argumento do governo e seu ministro da economia são de que “estão combatendo os privilégios”, os trabalhadores denunciam a entrega do patrimônio público nas mãos de meia dúzia de banqueiros e transnacionais.

O presidente do SINTECT-MG, Robson, denunciou a tentativa que o governo está fazendo de sucatear a empresa e depois entrega-la a grupos financeiros como a AMAZON, FEDEX etc. Segundo ele, estão tentando acabar com os direitos dos trabalhadores, duramente conquistados, e, com isso, passar para a iniciativa privada. Ele também alerta a questão do compromisso que os Correios têm com as entregas de vacinas, materiais didáticos e, principalmente, o Banco Postal, que garante o salário dos trabalhadores de muitos municípios que não possuem agencias bancárias, além das aposentadorias e pensões, o que prejudicará os mais pobres.

A greve dos Correios atinge 36 sindicatos da categoria e toma a proporção de uma Greve Geral de Resistência Nacional. O SINTECT-MG faz parte da Plenária Sindical que está debatendo a necessidade de construção de uma vigorosa Greve Geral, juntamente com várias entidades de Minas Gerais.

Na Assembleia Geral da categoria, entidades representativas falaram aos trabalhadores dos Correios e prestaram a solidariedade classista à essa justa causa, que deve ser empalmada por todos os trabalhadores do campo e da cidade para romper o cerco e a camisa de força que as leis da grande burguesia e do latifundiário criaram para proteger a velha e podre estrutura do velho Estado brasileiro. A greve dos trabalhadores dos Correios é por tempo indeterminado e é tarefa de todos nós apoiá-la: a luta não é só deles, é de todos nós!

Servidores da saúde em greve no Acre

No mesmo dia 10, os servidores da Saúde do Acre deflagraram greve por tempo indeterminado e se reuniram em frente à Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), localizada na Rua Benjamin Constant, na capital Rio Branco.

Entre as reivindicações, os servidores exigem melhores condições de trabalho e maior efetivo no quadro.

Servidores em greve se reúnem em frente ao Sesacre. Foto: Acinete Gadelha/G1

"Não temos condições se atender a população, há um déficit de 5 mil trabalhadores, de 1,5 mil leitos, 12 mil cirurgias represadas. Hospitais lotados, sem leito, sem TFD, e sem regulação", disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Acre (Sinteac), Adailton Cruz, em entrevista para a imprensa.

Estudantes da UFSC em greve 

Ainda no dia 10/09, estudantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) decidiram pela greve geral durante uma assembleia realizada em frente à reitoria, em Florianópolis. Desde a semana passada, mais de 50 cursos já haviam aderido à paralisação ou entrado em estado de greve.

Votação que decidiu pela greve estudantil na UFSC. Foto: Diorgenes Pandini/Diário Catarinense

Uma das principais pautas dos estudantes é pressionar a liberação de recursos bloqueados no orçamento da UFSC que ameaçam a continuação das atividades até o final do ano. Os estudantes da UFSC são os primeiros a decidirem pela greve contra os cortes no orçamento das universidades públicas, um movimento que tende a crescer por todo o Brasil. 

COLETA DE LIXO EM GREVE EM JACAREÍ (SP)

Funcionários da coleta de lixo de Jacareí, em São Paulo, paralisaram os serviços após a realização de uma assembleia com o Sindicato dos Condutores, em 10/09. Os trabalhadores denunciam os salários atrasados e a coleta deve permanecer suspensa pelo menos até a próxima assembleia, que está marcado para este 11/09.

Foto: Divulgação/Sindicato dos Condutores do Vale

Rodoviários param em Marabá (pa)

Em 9 de setembro, os rodoviários do município de Marabá, no sudeste do Pará, iniciaram uma greve exigindo a regularização no pagamento de salários e de tickets alimentação. Os trabalhadores denunciam que seus direitos estão atrasados há mais de três meses.

RODOVIÁRIOS de SÃO PAULO em luta

No dia 5 de setembro, motoristas de ônibus de São Paulo bloquearam ao menos 24 dos 49 terminais de ônibus da cidade em manifestação contra a redução da frota com a nova licitação do sistema de transporte coletivo. Além disso, eles exigiram o pagamento de Participação nos Lucros e Resultados (PLR) e a garantia de postos de trabalho. A greve foi encerrada no dia seguinte, 06/09.

Plenária sindical de bh conclama grande mobilização em setembro

Como noticiamos no dia 10 de setembro, a 4º Plenária Sindical de Belo Horizonte, que foi realizada em 28/08 e realizou diversas atividades em 07/09, fez uma grande colagem de cartazes e panfletagens pela cidade conclamando a Greve Geral.

Cartazes pela Greve Geral colados em Belo Horizonte. Foto: Comitê de Apoio ao Jornal A Nova Democracia

Entre as reivindicações da Plenária que reúne diversas entidades sindicais e organizações populares, estão: 

1) Conclamamos os milhões de desempregados à luta!
2) Contra o fim da aposentadoria e o assalto à Previdência! 
3) Não às retiradas de direitos trabalhistas!
4) Contra as entregas das Estatais!
5) Contra os ataques às Universidades e Escolas públicas!
6) Contra a Emenda 95 (conhecida como “Teto dos Gastos”), mais saúde e educação!
7) Contra o desemprego e a matança no campo e na cidade!
8) Bolsonaro, latifundiários e imperialistas: tirem as patas da Amazônia!

Também em Belo Horizonte, assim como em outras cidades do país, nas capitais e no campo, organizações como a Liga Operária vem conclamando as classes trabalhadoras para a Greve Geral de Resistência Nacional

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