90 anos do nascimento de Carlos Nicolau Danielli, herói do povo brasileiro

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Pela ocasião da passagem dos 90 anos do nascimento do dirigente comunista Carlos Nicolau Danielli, em 14 de setembro de 2019, reproduzimos nota publicada em AND nº 69, em setembro de 2010. 


"Carlos Danielli nasceu em 14 de setembro de 1929, em Niterói, Rio de Janeiro. Começou a trabalhar muito jovem nos estaleiros de construção naval em São Gonçalo e, aos 15 anos, integrava o movimento sindical.

Em 1946 ingressou na União da Juventude Comunista e em 1948 passou a integrar as fileiras do  Partido Comunista do Brasil (PCB), sendo eleito para o seu Comitê Central no IV Congresso em 1954.

Em 1962 ocorre a ruptura entre os comunistas marxistas-leninistas e o velho PCB revisionista de Luiz Carlos Prestes, e Danielli passa a integrar a direção central do PCdoB [que, na época, ainda era um partido revolucionário] .

Em 1972, ano da deflagração da Guerrilha do Araguaia, Carlos Danielli respondia pela Secretaria Nacional de Organização e pela imprensa do partido, dirigindo o jornal A Classe Operária, órgão central do PCdoB.

Foi preso no no dia 28 de dezembro de 1972, às 19 horas, na rua Loefgreen, no bairro de Vila Mariana, SP, pelos agentes do DOI-CODI, quando iria se encontrar com a combatente do Araguaia, Criméia Alice Almeida, enviada por Maurício Grabois afim de reatar o contato entre o comando da guerrilha e a direção do partido.

Durante quatro dias, Carlos Danielli foi barbaramente torturado sob o comando do então major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, do capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo e do "Capitão Ubirajara", codinome do delegado de polícia Aparecido Laerte Calandra.

Ele resistiu com heroísmo às sevícias e seus algozes não conseguiram arrancar-lhe nenhuma informação. Relatos de outros presos políticos contam que Danielli, já desfigurado pelas torturas, respondia altivamente aos seus carrascos quando indagado pela gráfica do partido e pela luta guerrilheira do Araguaia: 'É disso que vocês querem saber? Pois é comigo mesmo, só que eu não vou dizer'.

Carlos Nicolau Danielli foi lentamente assassinado pelos verdugos do regime militar-fascista aos 43 anos de idade. 

Entre uma sessão e outra de torturas, ele escreveu com seu próprio sangue na parede do infecto cubículo: Este sangue será vingado."

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