Farsa eleitoral em Israel se repete após 5 meses de bloqueio político

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Bandeira palestina hasteada na frente de assentamentos israelenses construídos ilegalmente na Cisjordânia ocupada. Foto: Ammar Awad/Agência Reuters

“Estamos condenados de qualquer maneira”, afirma um palestino que vive na Cisjordânia ocupada ilegalmente por Israel, ao jornal Al Jazeera, sobre as eleições israelenses para o Knesset (parlamento) que ocorreram no dia 17 de setembro. Os cerca de 4,75 milhões de palestinos que vivem em áreas ocupadas não são considerados cidadãos israelenses e não possuem, consequentemente, direito político ao voto. Ele diz que “como qualquer outro palestino, eu gostaria de ter uma Palestina livre e independente, na qual também possamos votar em um governo”.

Os dois principais partidos na disputa, o Likud e o Azul e Branco, apesar de se anunciarem como, respectivamente, de “direita” e de “centro-esquerda”, defendem basicamente as mesmas propostas – principalmente no que diz respeito à Palestina –, apesar de que o primeiro, representado pelo atual primeiro-ministro genocida Benjamin Netanyahu, seja mais ligado a extrema-direita e a grupos judaicos ultraortodoxos (fundamentalistas).

Ambos defendem, por exemplo, a anexação ilegal de territórios palestinos à “soberania” israelense. A diferença é que Netanyahu defendeu, durante sua campanha, a anexação de territórios pouco ocupados, como o vale do rio Jordão e o norte do mar Morto, insinuando suas pretensões expansionistas, enquanto o outro candidato, Benny Gantz, propõe anexar e fortalecer os assentamentos israelenses “apenas” na Cisjordânia.

Outra pauta eleitoral é o “plano de paz” israelo-palestino elaborado pelo USA e proposto durante a conferência do Bahrein, em junho, o qual foi boicotado por todas as organizações palestinas. Netanyahu, grande aliado dos ianques e fervoroso apoiador de Trump, aprovaria rapidamente o acordo se fosse reeleito, enquanto Gantz levaria um pouco mais de tempo. Gantz alega defender um pretenso acordo de paz com os palestinos, porém apoia e celebra o cerco imposto por Israel à Faixa de Gaza desde 2007, e todas as agressões perpetradas pelo Exército sionista desde então contra os quase 2 milhões de palestinos que vivem em Gaza.

No fim das contas, o mesmo bloqueio político que levou às eleições em abril se repetiu novamente: nenhum dos dois partidos conseguiu formar maioria no parlamento, e novas eleições precisarão ser convocadas, apesar de que, desta vez, Netanyahu ficou em segundo e o Azul e Branco, em primeiro. 

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