Resistência Nacional lança mais de 500 ataques durante a farsa eleitoral no Afeganistão

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Soldados das forças de repressão lacaias ao invasor ianque revistam cidadãos afegãos. Foto: Parwiz/Reuters

No dia 28 de setembro, o governo títere do Afeganistão, lacaio do imperialismo ianque, fez mais uma tentativa de realizar sua farsa eleitoral presidencial, mas foi atravancado pelas centenas de ações do Emirado Islâmico do Afeganistão (Talibã), que relata ter efetuado 531 ataques diferentes a locais de votação e a postos militares. Além disso, pelo menos 400 centros de votação sequer abriram, por estarem dentro do território controlado pelos talibãs. 

A imprensa local corrobora com as informações fornecidas pelo Talibã - principal componente da Resistência Nacional -, garantindo que foram registrados, oficialmente, mais de 400 ações armadas por todo o país, inclusive na capital Cabul e nos grandes distritos de Ghazni e Kandahar. 

A Comissão Eleitoral Independente (CEI), responsável pela organização das votações, relatou ao fim do dia 28 que não havia conseguido estabelecer contato com 901 dos 4.942 centros de votação. No dia anterior, horas antes do início da farsa eleitoral, o Talibã cortou o abastecimento de energia elétrica em dezenas de províncias e na própria capital. 

O expoente da Resistência Nacional já havia feito o mesmo semanas antes, no dia 14 de setembro, quando 11 das 34 províncias do país ficaram sem energia após os combatentes romperem cabos de energia em Baghlan, no norte do Afeganistão, forçando o governo fantoche a comprar eletricidade importada do Uzbequistão.

Em seu site oficial, o Talibã informou que, durante as operações no dia da eleição, foram retomados quatro distritos: de Baharak, Khwaja Ghar e Chah Aab, localizados na província de Takhar, e Darzab, na província de Jowzjan, bem como uma grande base militar em Baghlan e sete postos de controle em Ghazni, Kunduz e Kapisa.

‘Fracasso e rejeição’ à farsa eleitoral

O jornal Al Jazeera noticiou que, segundo dados fornecidos pela CEI, a contagem dos votos indicou uma participação de menos de 25% da população nas eleições, ou seja, que mais de 75% do povo afegão não compareceu às urnas. O nível de abstenção foi ainda maior do que nas outras três eleições realizadas no país desde que as tropas ianques invadiram o Afeganistão (ocasião na qual derrubaram o governo talibã, em 2001). O Talibã afirmou, em nota, que o governo do atual presidente Ghani “realizou um processo eleitoral para obter falsa legitimidade, mas enfrentou fracasso e rejeição pela grande maioria de nossa nação”.

As eleições afegãs são essenciais para que o imperialismo ianque e suas forças aliadas promovam uma “estabilidade” no país, elegendo seus candidatos fantoches a fim de legitimar a ocupação por tropas estrangeiras e receber apoio do Exército Afegão. No entanto, o Afeganistão também está carcomido e enfraquecido politicamente, uma vez que seu governo parece incapaz de encerrar uma guerra de agressão imperialista e de resistência nacional (que a confronta) que já dura mais de 18 anos, que é condescendente para com o terror e o genocídio que assolam o povo afegão e se definha ainda mais a cada eleição. 

As últimas eleições, tanto para parlamentares quanto para o Executivo, foram fortemente marcadas por fraude e contestadas popularmente, o que voltou a se repetir dessa vez. Durante todo o dia foram relatadas contestações de pessoas que, ao tentarem votar, recebiam a notícia de que não seria possível, por problemas técnicos, ou porque constava que já haviam votado mais cedo, ou seja, que alguém tinha sido enviado para votar em seu lugar. 

Na nota Eleição ou repetição do escândalo de seleção publicada pelo Talibã afirma-se que a realidade da nação afegã está muito distante “das condições esperadas para que ocorram eleições credíveis” e que “o povo está farto de um regime fantoche, de candidatos falsos e de eleições fraudulentas e não deseja participar das votações”, assegurando que a nova eleição “será muito mais controversa, escandalosa e fraudulenta do que as anteriores, e o resultado final novamente declarará o processo nulo e uma divisão de poder entre os candidatos com a ‘intermediação’ dos invasores”.

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