Egito: Povo entra em segundo final de semana de protestos; quase 2 mil pessoas são detidas

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No dia 27 de setembro, as massas do Egito entraram no segundo final de semana seguido de protestos. A população, rebelada contra as reformas econômicas e acusações de corrupção do governo, tomaram as ruas de Cairo e outras cidades, enquanto o velho Estado respondeu com a detenção de quase 2 mil pessoas.

A população egípcia, enfrentando a lei que proíbe a reunião de um grupo maior de dez pessoas em público, entoava nas manifestações: Fora, Sisi! e O povo quer o fim do regime! Alguns manifestantes também acusaram Sisi de manter um regime militar fascista (vulgarmente chamado “ditadura militar”), e clamaram pela urgência de uma revolução.

Os manifestantes detidos, desde que os protestos começaram no dia 20, são acusados de “fazerem parte de grupos criminosos, disseminação de fake news em redes sociais e protestar sem permissão”. Alguns dos detidos são, inclusive, menores de 18 anos de idade.

A revolta contra Sisi cresceu após um antigo empreiteiro militar, Mohamed Ali, publicar vídeos que se tornaram virais, onde pediu a expulsão de Sisi e o acusou de corrupção.

Mohamed Ali, que agora vive na Espanha, afirma que o governo tem administrado mal os fundos, investindo em palácios e outros projetos de luxo, enquanto o resto do Egito sofre. Estima-se que um terço da população vive na pobreza.

Embora alguns tenham especulado sobre se Ali está agindo em nome de “agentes estrangeiros” dentro da própria administração de Sisi, o que é claro é que os anos de repressão não eliminaram a revolta do povo.

As recentes alegações de corrupção se somam à miséria do povo, após Sisi vender o Egito para o Fundo Monetário Internacional (FMI) imperialista. O empréstimo total do FMI contabiliza 12 bilhões de dólares e agrava a crise do país. Por sua vez, o presidente ianque Donald Trump, chama Sisi de “meu ditador favorito”.


Grupos de manifestantes se reúnem em Cairo, Egito, gritando palavras de ordem anti-governo, em 21 de setembro de 2019. Foto: Mohamed Abd El Ghany, Reuters

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