Dinamarca: Povo reage à segregação de bairros proletários

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Moradores ouvem fala dos maoístas durante manifestação contra a "Lei do gueto" em Copenhague, no dia 28 de setembro. Foto: socialistiskrevolution.wordpress

No dia 28 de setembro, centenas de moradores, entre eles revolucionários proletários organizados, participaram de uma manifestação contra a “Lei do Gueto”, em Copenhague (capital). Se colocando contra a lei anti-povo, durante o ato foi erguida uma faixa com as palavras de ordem Esmagar a Lei do Gueto! Defender nosso bairro! e, através de um discurso, os manifestantes foram mobilizados para organizar uma resistência ainda maior contra o ataque às suas moradias e seus direitos.

De acordo com o portal alemão revolucionário Dem Volke Dienen, a “Lei do Gueto” designa 29 bairros da Dinamarca como sendo oficialmente “guetos” (periferia), com base em estatísticas como a taxa de emprego, taxas de rendimento, nível de educação, criminalidade e, em particular, a taxa de habitantes com “antecedentes não ocidentais” (imigrantes).

Para esses bairros, existem planos para aumentar a vigilância com câmeras, dobrar a pena para todos os crimes cometidos, forçar as crianças do jardim de infância a frequentar pelo menos 25 horas semanais de escola (para que sua educação possa ser monitorada pelo Estado imperialista) e, na mesma direção, impedir que os moradores de famílias migrantes viajem frequentemente para seus países de origem, pois isso iria “interferir na educação da criança”, colocando uma pena de prisão de quatro anos às famílias que os fizerem.

Além disso, a “Lei do Gueto” dá liberdade aos grandes proprietários imobiliários e empresas proprietárias dos apartamentos e casas dos bairros para “melhorar” a situação habitacional, concedendo direitos para demolir casas antigas em favor de novas casas ou para “renová-las”, abrindo precedente para o uso especulativo dos terrenos. Isto levará inevitavelmente a uma situação em que a moradia acessível de muitas pessoas será derrubada em favor de uma muito mais cara.

Essa medida é parte do processo de incremento do Estado policial, com maior restrição às liberdades individuais e democráticas, processo que tem sido impulsionado na Europa e no Primeiro Mundo, em geral.

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