Navio petroleiro do Irã é atingido por ataques a míssil perto da costa da Arábia Saudita

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Imagem: Reprodução

Na madrugada do dia 11 de outubro, um navio-tanque iraniano chamado Sabiti foi atingido por dois mísseis, em um período de meia hora, enquanto navegava no mar Vermelho, próximo à costa da Arábia Saudita. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Abbas Mousavi, afirmou que o episódio se trata definitivamente de um “ataque terrorista” e que o navio foi um alvo pré-estabelecido, porém nenhuma acusação oficial foi feita. 

Segundo a agência de notícias estatal iraniana, as explosões danificaram dois armazéns dentro do navio, que carregava cerca de 1 milhão de barris de óleo cru, em parte derramado no mar. Ao fim do dia, no entanto, o vazamento já havia sido estancado e a tripulação comunicou que ninguém foi ferido pelo incêndio.

Sobre o derramamento no mar Vermelho, Mousavi declarou que “os responsáveis pelo ataque são responsáveis pelas consequências dessa perigosa aventura, incluindo a perigosa poluição ambiental causada”.

O Sabiti estava a aproximadamente 130 quilômetros de distância da cidade de Jidá, que abriga o maior porto do país saudita, quando, um pouco antes das explosões, seu dispositivo de localização foi ligado. É comum que os navios-tanque do Irã mantenham sua localização desativada, pois são alvos recorrentes das sanções econômicas promovidas pelo imperialismo ianque, que forçaram as exportações de petróleo iraniano a cair de mais de 2,5 milhões de barris por dia para menos de 300 mil, atingindo a principal fonte de renda do país persa.

Envio de tropas ianques

Horas após o ataque, o Pentágono anunciou que aprovou o envio de mais de três mil soldados e aparatos militares para a Arábia Saudita, como consequência à explosão da maior petrolífera do mundo, em setembro, em que tanto o USA quanto o regime saudita acusaram o Irã, apesar de um grupo nacionalista do Iêmen ter assumido responsabilidade pelo ataque. 

Leia mais: Patriotas do Iêmen destroem petrolíferas sauditas

Nos últimos meses, a região do Golfo tem sido marcada por diversos ataques, como a navios e indústrias petroquímicas. Além do ataque na Arábia Saudita, o Irã já havia sido acusado pelo USA e Arábia Saudita (enclave do imperialismo ianque), anteriormente, em junho, de ter atacado navios petroleiros de empresas europeias no estreito de Ormuz. Na ocasião, este incidente havia se dado em sequência a um outro ataque que se deu a três navios tanque na costa dos Emirados Árabes Unidos, ao que o Irã negou todas as acusações.

Agora, o secretário de Defesa ianque, Mark Esper, afirmou que a intensificação da presença militar do USA conforma “esforços para proteger-se de mais agressões iranianas”, após autorizar o envio de mísseis Patriot, um sistema de interceptação de mísseis balísticos e dois esquadrões de caças. 

Tais pugnas configuram parte das movimentações das potências imperialistas e seus lacaios para impor sua hegemonia na região, especialmente agora que se aproxima uma iminente recessão global (crise de superprodução relativa). As ações de cada uma das potências imperialistas buscam debilitar seus concorrentes no domínio dos mercados consumidores, de matérias-primas e de capitais.

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