USA: Cleomar Rodrigues e a luta revolucionária no Brasil são homenageados

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Centenas de camponeses participaram de vigorosa manifestação em repúdio ao assassinato de Cleomar. Pedras de Maria da Cruz (MG), novembro de 2014

O Comitê de Apoio à Luta Popular no Brasil - Los Angeles (CALPB-LA) anunciou, no dia 15 de outubro, um evento para celebrar a vida e a obra revolucionária do dirigente camponês Cleomar Rodrigues e “aprender mais sobre a luta popular no Brasil”. O evento acontecerá no dia 22 de outubro, data que marca o assassinato de Cleomar por pistoleiros a mando do latifúndio no Norte de Minas Gerais.

No anúncio do evento, os militantes apontam: “Como uma organização revolucionária, nós sabemos o quão importante é conectar a nossa luta à luta dos povos de toda parte pela libertação da opressão e exploração”. Os revolucionários estadunidenses afirmam ainda que se solidarizam “com a Liga dos Camponeses Pobres (lCP) e todas as organizações progressistas e revolucionárias do Brasil”.

Em um cartaz, utilizado para divulgar a celebração, vê-se uma foto de Cleomar, que era apicultor, com flores e abelhas em volta. O cartaz conclama a “celebrar a vida do companheiro Cleomar” e discorre: “O companheiro Cleomar foi um revolucionário brasileiro assassinado pelo latifúndio, por conta seu ativismo, no dia 22 de outubro de 2014. Junte-se a nós e conheça mais sobre a luta popular no Brasil!”.


Cartaz elaborado pelo CALPB-LA

No dia 22 de outubro de 2019, completarão cinco anos da morte de Cleomar, dirigente da LCP do Norte de Minas e Sul da Bahia, que foi brutalmente assassinado na entrada da Área Unidos com Deus Venceremos, onde trabalhava e vivia com 35 famílias, desde 2008, no município de Pedras de Maria da Cruz (MG). Ele foi executado em uma emboscada feita por pistoleiros e policiais a mando dos latifundiários, sendo fuzilado por disparos de armas de grosso calibre.

Um texto publicado no AND, n °179 (1ª quinzena de novembro de 2016), com informações da LCP, colocou que, assim como outras lideranças camponesas, Cleomar foi constantemente perseguido e ameaçado de morte, entretanto, não se afugentou da luta.

Como dirigente revolucionário que era, cumpriu um importante papel de mobilizar, politizar e organizar os seus companheiros e companheiras camponeses. Foi um ardoroso defensor do sagrado direito à terra e da necessidade de uma Revolução no país, uma Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo, que se inicia com a Revolução Agrária tomando todas as terras do latifúndio e distribuindo-as para os camponeses.

O dirigente camponês havia denunciado amplamente as ameaças de morte sofridas aos órgãos do velho Estado, principalmente Incra e Ouvidoria Agrária, mas, como de práxis, ao invés de agirem a favor dos camponeses pobres, passaram a acobertar os crimes dos latifundiários e seus bandos pistoleiros, tudo isto sob a gerência oportunista de Lula/Dilma/PT.


Área revolucionária Cleomar Rodrigues, Norte de Minas

Em 3 de novembro de 2015, um habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ) concedeu liberdade provisória aos pistoleiros Marcos Ribeiro de Gusmão e Marco Aurélio da Cruz Silva, acusados de serem os executores do crime.

No dia 14 de janeiro daquele ano, dezenas de famílias camponesas levantando a bandeira da Revolução Agrária reocuparam as terras da Fazenda Pedras de São João, em Pedras de Maria da Cruz. A retomada das terras contou com a participação de camponeses da Área Unidos com Deus Venceremos e de camponeses vindos de municípios próximos.

A tomada de terras honrou a memória e o sangue derramado de Cleomar, assassinado no local, nomeando-a de Área Revolucionária Cleomar Rodrigues de Almeida. As terras foram cortadas e entregues pelo Comitê de Defesa da Revolução Agrária (CDRA), para as famílias camponesas viverem e trabalharem nelas.

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