AM: Trabalhadores da saúde realizam protesto contra o atraso de salários

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Na manhã do dia 17 de outubro, cerca de 200 trabalhadores da saúde bloquearam a avenida Mário Ypiranga, na zona sul de Manaus, capital do Amazonas, em mais um ato contra a falta de salários. Cansados de promessas dos governos em conjunto com os empresários, os trabalhadores protestaram contra quatro meses de salários atrasados, pagamento do 13º de 2018 e pelo pagamento dos demais direitos trabalhistas. Além disso, eles também denunciaram a falta de estrutura das unidades de saúde do estado. Apesar do cenário e maior combatividade dos atos, o governo de Wilson Miranda Lima anuncia que a saúde está indo bem.

A trabalhadora Alessandra Silva denuncia, que está com 3 meses de salários atrasados e ainda não recebeu 2 meses de salários do ano de 2018, em depoimento, disse: “Eu não pago mais aluguel. Meu filho pede pão e eu digo para ele beber água porque não tem comida. É muito triste ouvir um filho pedindo pão e você ter que responder 'bebe água, que a fome passa”.

Foto: Euzivaldo Queiroz

De acordo com a liderança sindical, José Picanço, os trabalhadores não aguentam mais trabalhar sem receber e ficar passando necessidades. Cerca de 6 mil trabalhadores em todo o Amazonas estão vivendo essa situação. Enquanto isso, o governo e os empresários ficam fazendo jogo de 'empurra-empurra' com os trabalhadores. “Pedimos providências junto ao governador. Ele afirmou que as empresas que prestam serviços à Susam [Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas] deveriam resolver o problema. As empresas, no entanto, alegam o governo ainda não repassou o dinheiro, e não há previsão de recebimento. Caso não haja resposta, vamos entrar em greve!”, diz.

Caos na saúde pública do Amazonas

Esse protesto não é um caso isolado de indignação dos profissionais da saúde pública no Amazonas. Em janeiro de 2019, enfermeiros, técnicos de enfermagem, maqueiros e demais profissionais de várias cooperativas da saúde bloquearam a avenida Mário Ypiranga para exigir o pagamento de salários e punição às empresas cooperativas, conforme noticiou o AND.

Já em fevereiro, cerca de 150 trabalhadores terceirizados da saúde denunciaram a falta de pagamentos de salários de 2018. Na ocasião, os trabalhadores tmabém interditaram a avenida Mário Ypiranga, em frente ao maior complexo hospitalar do Amazonas. Alguns afirmaram que, devido a tanto tempo sem receber, já estavam se “considerando escravos”. 

Além dos salários, há também falta de insumos e medicamentos que prejudicam diretamente o atendimento à população. Algumas cirurgias já não estão sendo mais realizadas, fato que pode ocasionar na morte de usuários da saúde pública.  

Em maio de 2019, mais uma vez, cerca de 150 trabalhadores terceirizados que atuam em dez empresas prestadoras de serviços para a Susam realizaram novo ato pelo pagamento de salários e demais direitos trabalhistas. Alguns denunciaram que estavam há 5 meses sem receber. Os dois sentidos da avenida André Araújo, no trecho em frente a Susam, foram bloqueados durante o ato, também conforme noticiou o AND.

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