Chile: Polícia tortura manifestantes em centros clandestinos

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Imagens: Reprodução

A Polícia chilena está usando uma estação de metrô como centro clandestino de torturas e detenções ilegais e arbitrárias, segundo denúncias de um jovem realizada em 23 de outubro. O fato gravíssimo está sendo investigado pelo Instituto Nacional de Direitos Humanos (INDH) do Chile.

O jovem, que foi torturado em uma estação de metrô em Santiago durante a noite de 22/10, chama-se Nicolás L. S. O fato ocorreu, segundo ele, após ele ter sido detido e levado à estação Baquedano do metrô, onde militares instalaram um centro de tortura. Sergio Micco, diretor do INDH, revelou que havia outras 19 queixas de “excessos” cometidos por militares: “Acredito que nas próximas horas as denúncias irão aumentar”, acrescentou Micco.

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Em seu depoimento, Nicolás L. S. afirmou que foi espancado com toalhas molhadas e que sofreu luxações, mas que, além disso, teria testemunhado torturas e humilhações a outros detidos.

O jovem foi libertado e depois tratado pelos voluntários da Cruz Vermelha antes de ser transferido para um centro médico. Lá ele foi tratado, entre outras coisas, para estresse pós-traumático, de acordo com sua irmã. No local denunciado por Nicolás, foram encontradas amarras e sangue.

Até agora, o INDH apenas deixou claro que a investigação vai continuar e que “a tarefa de determinar se houve ou não um crime pertence ao Ministério Público”.

Outras perseguições

Na noite do dia 22 de outubro, foram divulgados, via redes sociais, alguns vídeos da polícia prendendo militantes do movimento estudantil. Em comunicado, a “Juventude Comunista” afirmou que os líderes Valentina Miranda (porta-voz do Coordenador Nacional de Estudantes do Ensino Médio - CoNES), Pablo Ferrada (responsável pelo Espaço Estudantil da Juventude) e Anaís Pulgar (militante) foram presos ilegalmente e levados à 3ª Esquadra da Polícia.

Eles enfatizaram que as prisões foram realizadas por carabineros (membros da Polícia Nacional) dentro de um prédio e sem justificativa: “Esta prisão foi feita dentro de um prédio, sem nenhuma razão, sem eles violarem o toque de recolher; eles foram atacados com spray de pimenta e levados à 3ª Esquadra de Polícia de Carabineros em Santiago", acrescenta o comunicado à imprensa do movimento juvenil.

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