Chile: Caminhoneiros se juntaram à Grande Greve Geral

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Transeuntes demonstram seu apoio à mobilização dos motoristas. Foto: Bio bio Chile

Motoristas de táxi e caminhoneiros se uniram à greve geral no dia 25 de outubro, com diversas outras categorias já participando da greve desde o dia 22. Os motoristas também protestaram contra os altos impostos aos quais são submetidos, e se mobilizaram nas estradas de Santiago em seus caminhões durante aquele dia.

O protesto veicular, que tomou as principais vias da capital chilena, foi convocado pelo movimento No Más TAG (Não mais TAG), um pedágio pago em rodovias estatais e rodovias privadas. Os operários da condução dizem que devem pagar altas somas de dinheiro a cada mês para poder viajar pelas estradas da capital chilena e descrevem este sistema como “o roubo do século”. 

Grande greve geral abala o Chile por três dias

O dia 24 de outubro marcou sete dias de protestos generalizados, e segundo dia de greve nacional, onde os mineiros e salmoneiros se uniram para protestar contra as medidas antipovo e de superexploração aplicadas por Sebatián Piñera e outros ex-presidentes de turno do velho Estado chileno. A greve foi mantida por três dias, até o dia 25 de outubro. Nesse dia, também, centenas de milhares de pessoas em Santiago e várias cidades chilenas saíram às ruas em protestos.

Os trabalhadores mineiros de empresas privadas como Minera Antucoya, Meridian, Zaldivar, El Peñón e a estatal Molyb, subsidiária da Codelco na Comuna de Mejillones, e também a divisão Chuquicamata, realizaram no dia 24 uma paralisação de funções, marchas e mobilizações em apoio ao chamado nacional de greve contra a crise política, econômica e social do país.

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Enquanto isso, os trabalhadores que atuam na indústria do salmão também estão apoiando as mobilizações geradas pelo descontentamento social existente. Duas empresas salmonicultoras, Yadran e Salmones Austral, no dia 24, estavam em plena paralisia das atividades durante 24 horas.

Carolina Delgado, líder da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria do Salmão Anditílidae do Chile (Conatrasal), disse que, além das condições de trabalho e salários indignos em que trabalham, também são afetados pelo aumento constante do custo de vida. Os valores são muito mais elevados na ilha de Chiloé do que em outras cidades do país.

“As pessoas aqui no setor da aquicultura estão insatisfeitas por causa dos baixos salários, trabalham apenas por temporada. Há a preocupação com as aposentadorias precárias, que é o medo, que é o descontentamento diante de tais injustiças. Agora chegaram as contas de luz, que já vêm com um novo aumento, um cilindro de gás, que normalmente vale entre 15 e 16 mil pesos, aqui nós pagamos mais de 23 mil pesos, então a cada mês os serviços básicos sobem e os salários permanecem estagnados”, disse Delgado.

Enquanto isso, caminhoneiros da cidade de Arica se uniram ao chamado para um dia nacional de greve de forma independente. Andrés Pérez Salgado, líder dos proprietários e motoristas de caminhões na cidade do norte, disse que se uniram à mobilização em protesto contra as deliberações do líder nacional da corporação de transporte de cargas, Sergio Pérez, que disse há alguns dias que não iria aderir à greve nacional convocada.

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Uma situação semelhante ocorreu o dia 24 na Estrada 68 que une Santiago e Valparaíso, onde mais de cem caminhoneiros bloquearam a estrada, depois marcharam até a cidade portuária, cercaram o Congresso Nacional e depois foram para a cidade de Placilla. Não mais AFPs (empresas privadas Administradoras dos Fundos de Pensão) e Acabar com os abusos do TAG faziam parte das suas palavras de ordem.

Também no dia 24, na capital, os trabalhadores que compõem a Associação Nacional de Empregados Tributários (Anet) se reuniram no Paseo Bulnes no que foi o segundo dia de greve geral (25). Para o presidente da Anet, José Pérez, a resposta que tiveram das regiões é realmente multitudinária: “Milhares de servidores públicos se esforçaram para somar a essa greve geral. Nós na capital nos reunimos em Paseo Bulnes para protestar”.

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