SP: Com medo do aumento do protesto popular, governo manda PM cercar ato por Marielle

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Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Na noite do dia 31 de outubro, cerca de mil manifestantes se reuniram na avenida Paulista, em São Paulo, durante um ato que exigiu respostas aos assassinatos políticos de Marielle Franco e Anderson Gomes. A manifestação ocorreu após o nome de Jair Bolsonaro aparecer nas investigações e no mesmo dia em que Eduardo Bolsonaro falou em reeditar o Ato Institucional n.º 5 (AI-5) no Brasil. 

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Além de relembrar o caso Marielle, os manifestantes levantaram palavras de ordem contra a volta do regime militar fascista e contra o governo de Bolsonaro, que é tutelado pelo Alto Comando das Forças Armadas.

Temendo que os ventos da rebelião popular no Chile e no Equador cheguem ao Brasil, as "autoridades" do velho Estado brasileiro vêm se preparando para conter o inevitável levante das massas, como ficou provado na manifestação do dia 31/10.

Um enorme contingente policial foi enviado pelo governo de João Doria para, literalmente, cercar os manifestantes, que denunciaram que a PM tentou a todo momento sufocar o protesto.

Foto: Daniel Arroyo/Ponte Jornalismo

Mesmo com o cerco, os manifestantes seguiram o trajeto do ato até o prédio do escritório da Presidência, onde a via ficou fechada completamente apenas alguns minutos.

Em relato enviado ao jornal A Nova Democracia, a leitora Camila Freire, vendedora, afirmou: "Devemos fazer atos cada vez maiores para cobrar nossos direitos, para repudiar energicamente o assassinato de Marielle, para apoiar a luta dos povos latino-americanos, dos sem-teto, dos camponeses e todas as lutas que se voltam contra o sistema de exploração". 

"Essa quantidade de policiais no ato de hoje pode parecer sinal de força do governo, mas, na verdade, é um sinal de fraqueza, pois eles sabem que é impossível evitar a volta de um novo junho de 2013, que tende a ser mais combativo, e a única coisa que o Estado tem a oferecer é repressão. Eles estão numa encruzilhada e por isso tremem de medo que nossos protestos cresçam", conclui Camila Freire.

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