Número de mortos em protestos no Chile chegou a 23

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Socorristas ajudam manifestante ferido no Chile. Foto: Jorge Silva/Reuters

De acordo com o Ministério Público chileno, conforme noticiado pelo portal Telesur, o número de mortos nas manifestações populares no Chile subiu para 23. Recentemente, um corpo encontrado em um supermercado na comuna de Maipú, em Santiago, capital do país, ainda não identificado, ampliou a lista de vítimas do terrorismo das Forças Armadas do presidente Sebastián Piñera.

O Ministério Público do Chile declarou que sete das vítimas morreram como resultado da ação de agentes do Estado, sendo duas das mortes ocorridas após detenção policial (execução sumária); os procuradores reacionários tergiversam dizendo que 16 dos manifestantes mortos o foram durante a suposta prática de “crimes comuns”.

De acordo com esse relatório, essas mortes ocorreram no contexto do estado de emergência, decretado pelo presidente reacionário no dia 18 de outubro. Decreto este com o objetivo de perseguir, intimidar e reprimir as manifestações populares.

Enquanto isso, organizações progressistas relatam 1.305 feridos que foram a hospitais, dos quais 402 foram baleados por balas de borracha e 288 por armas de fogo não identificadas.

Os manifestantes chilenos permaneceram dias nas ruas em combativos protestos exigindo uma profunda mudança econômica no país, cujas medidas de venda completa do país aos monopólios imperialistas (chamadas medidas “neoliberais”) aplicadas por Piñera e seus antecessores aprofundaram a exploração e miséria do povo.

Embora o presidente chileno Sebastián Piñera tenha anunciado uma mudança em seu gabinete ministerial e suspendido o toque de recolher, os chilenos não recuaram a luta, e enfrentam até as últimas consequências a repressão. 

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