Norte de Minas: Professores da Unimontes lutam contra corte de direitos

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Foto: Reprodução

Na manhã do último dia 30 de outubro, dezenas de professores da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), no Norte de Minas Gerais, protestaram em frente à reitoria da universidade, em repúdio ao recente corte do direito à dedicação exclusiva, imposto pela atual gestão da universidade na pessoa do atual reitor Padre Antônio Alvimar Souza.

Segundo nota divulgada pelo sindicato da categoria, Adunimontes (Associação de Docentes da Unimontes), tal decisão, tornada pública na noite do dia anterior, "é o primeiro passo para a precarização e privatização das Universidades Estaduais do Estado de Minas Gerais. É a dedicação exclusiva que garante aos professores o exercício das atividades de pesquisa e extensão”.

A entidade denuncia ainda que tal medida representa um ataque à democracia e autonomia da universidade:

“Faz parte da atitude servil que a reitoria da Unimontes estabeleceu com o Governo [Romeu Zema/NOVO] no intuito de atender a todas as exigências de cortes já anunciadas no inicio do ano.” O sindicato afirma ainda que “essa tentativa desesperada da reitoria em revogar uma resolução do Conselho Universitário abre o perigoso precedente para que outras resoluções sejam revogadas e os conselhos universitários fiquem completamente sem razão de ser, desmoralizados”.

Os professores declaram que não abrirão mão de seus direitos e que ampliaram a mobilização da categoria:

“A Adunimontes, diante dessa política vingativa da reitoria contra o corpo docente da universidade, reitera seu compromisso de continuar lutando em defesa de tudo o que foi conquistado por esforço dos (as) professores (as) em sucessivas greves e negociações com vários governos. Somos radicalmente contra a revogação da resolução que aprova a concessão da DE para os (as) professores (as) e reivindicamos a abertura de negociação da reitoria com o governo para que o Estado comece a pagar pela Dedicação Exclusiva, aprovada no CONSU e publicada no Diário Oficial. Continuaremos em luta pelo respeito ao nosso trabalho e à nossa carreira docente!”, conclui.

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