Iraque: Centenas de milhares marcham contra miséria e o saque imperialista

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Manifestantes tentam chegar à Zona Verde, após as forças da repressão terem bloqueado as pontes que levavam à sede do governo, em Bagdá, Iraque, no dia 1° de novembro. Foto: Hadi Mizban/Associated Press

Centenas de milhares de iraquianos se reuniram na praça Tahrir, em Bagdá, no 1° de novembro, na maior manifestação desde que os protestos contra o velho Estado iraquiano irromperam há um mês. Os manifestantes desafiaram o enorme aparato de repressão, que já matou centenas de pessoas nessa jornada de luta.

A praça e as largas avenidas que levaram à praça estavam repletas de manifestantes que marcharam contundentemente, enquanto as forças de repressão reforçavam barricadas em duas pontes que levavam à Zona Verde, a sede do governo fortemente guardada. Pelo menos 350 pessoas foram feridas quando as forças de segurança atiraram granadas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que tentavam atravessar as pontes.

Muitos manifestantes também dirigiram sua raiva durante a marcha contra o Irã que, após o assassinato de Saddam Hussein (presidente legítimo do país retirado do seu posto pela invasão do USA, em 2003), construiu laços estreitos com partidos políticos poderosos e “milícias” apoiadas pelo velho Estado iraquiano, lacaios do imperialismo Ianque. No dia 1° de novembro, manifestantes marcharam sobre uma bandeira iraniana pintada no pavimento com uma suástica adicionada a ela.

Os protestos do mês de outubro no Iraque, e manifestações similares no Líbano, são mobilizados por um profundo rechaço das massas. “Ninguém representa o povo, nem o Irã, nem os partidos, nem os clérigos. Queremos recuperar nosso país”, disse o manifestante Ali Ghazi, de Bagdá, ao monopólio de imprensa AFP, no dia 31/10.

Os manifestantes exigem a saída do governo e mudanças radicais no sistema político estabelecido após a invasão do USA. Após a invasão, eleições fraudulentas foram instauradas no país, servindo apenas a legitimar os governos fantoches do imperialismo ianque, encobrindo a condição colonial do país. No sul do Iraque, manifestantes atacaram e incendiaram diversos escritórios de partidos políticos, durante a primeira onda de protestos, semanas antes do dia 01/11.

Os manifestantes denunciam o saqueio da riqueza petrolífera por monopólios do imperialismo, apontando para a falta de infraestruturas e frequentes cortes de energia que permanecem mais de 15 anos após a morte de Saddam; eles exigem ainda a retirada das “sanções” internacionais (ditos pelo monopólio de imprensa e pelo imperialismo como a solução de todos os problemas do país). “Somos o país número um em matéria de corrupção. Temos a segunda ou quarta maior reserva de petróleo, mas somos uma nação pobre”, disse um manifestante que se identificou como Abu Sajad.

Pelo menos 255 pessoas foram mortas durante duas grandes ondas de protestos em outubro, incluindo cinco que morreram de ferimentos sofridos anteriormente, de acordo com autoridades médicas.

A Anistia Internacional também denunciam o uso de granadas de gás lacrimogêneo de grau militar diretamente contra as multidões, pelas forças de repressão em Bagdá, causando ferimentos brutais e ocasionalmente alojando os projéteis nos crânios das pessoas. Durante uma onda anterior de manifestações, atiradores furtivos miravam munições reais contra a cabeça e peito dos manifestantes, assassinando quase 150 manifestantes em menos de uma semana.

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