Suíça: Revolucionários fazem campanha pelo boicote à farsa eleitoral

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De setembro ao final de outubro realizou-se na Suíça a primeira campanha contra a farsa eleitoral no país dirigida por militantes revolucionários, campanha que se mostrou grande e vitoriosa. O portal revolucionário alemão Dem Volke Dienen divulgou, no dia 5 de novembro, o balanço das atividades feito pelos revolucionários suíços.

De acordo com os militantes, a campanha foi realizada principalmente em Zurique (capital), Lausanne e Basileia. Nessas cidades, cartazes e adesivos com a consigna Eleição, não! Revolução, sim! foram colados junto a um código QR, que se acessado, conduzia a um texto e materiais sobre a farsa eleitoral e a saída revolucionária a ela. 

A campanha também foi realizada através de panfletagem em manifestações progressistas, assim como panfletagens, pinturas de murais, colagem de cartazes e pichações em bairros proletários.

Em Lausanne, a campanha para defender a vida do Presidente Gonzalo foi combinada com a campanha de boicote eleitoral, na qual cartazes eleitoreiros foram queimados ao som da palavra de ordem Defender a vida e a saúde do Presidente Gonzalo! Além disso, bandeiras foram penduradas em Zurique e em Basileia.

Sobre a realização das eleições na Suíça, os revolucionários afirmam: “O fato de que apenas 45,1% (3,4% menos que em 2015) da população participou deste jogo da burguesia mostra que cada vez menos pessoas acreditam na farsa eleitoral. É importante lembrar, no entanto, que a maioria das massas mais profundas e mais amplas não vota mesmo que tenha esse direito, e a outra parte (imigrantes) não pode votar porque não têm passaporte suíço”.

E acrescentam: “As massas não têm nada a ganhar com os jogos da classe dominante, porque a ditadura da burguesia só nos dá exploração e opressão. Devemos enfrentar o poder dos capitalistas, organizando nosso poder desorganizado, dirigindo as três lutas por: 1. nossas demandas diárias, 2. para a reconstituição do Partido Comunista da Suíça e, 3. para a conquista do poder”.

“Não importa quem teve mais votos”, continuam, “quem ganhou ou perdeu percentagens. Um opressor oportunista e um imperialista pouco diferem, em essência, de um opressor e imperialista de outro partido. No fim de contas, nada muda, seja em quem for que votem, porque ninguém no parlamento nos representa”. 

Sobre a participação dos oportunistas e revisionistas nas eleições, os revolucionários asseveram: “Não à reação cuja ‘bandeira suíça’ é vermelha pelo sangue das massas derramadas por eles, muito menos a do revisionismo, um lobo em pele de carneiro que tenta em vão atrair as massas, especialmente o proletariado, para a jaula deste sistema explorador e opressor”. E, citando o Presidente Gonzalo, chefatura da Revolução Peruana, eles afirmam: “Nós não vemos nenhuma perspectiva para a reação e o revisionismo; nós acreditamos que eles estão unidos, gêmeos siameses, então os dois marcharão para suas sepulturas. É o que pensamos”.

Os militantes concluem o documento com duas citações, a primeira do jornal teórico Klassenstandpunkt, da República Federal da Alemanha, e a segunda das redações do Renmin Ribao, da revista Hongqi e do órgão Jiefangjun Bao, da antiga República Popular da China, de 1971.

A primeira citação, do jornal Klassenstandpunkt, declara: "O objetivo dos revolucionários proletários deve ser confirmar o sentimento das massas de que as eleições burguesas são uma farsa e elevar sua consciência para destruir as ilusões remanescentes no Estado burguês, e depois criar algo novo com a politização, mobilização e organização das massas. Assim, neste aspecto, o boicote eleitoral une os dois lados da guerra: a destruição e a construção, sendo essa a principal, e educa as massas para a questão da violência revolucionária”.

Já a segunda, das redações do Renmin Ribao, da revista Hongqi e do órgão Jiefangjun Bao, reitera: "Nos últimos quase cem anos, muitos partidos comunistas participaram nas eleições e no parlamento, mas nenhum partido conseguiu estabelecer a ditadura do proletariado dessa forma. Mesmo que um partido comunista tenha conquistado a maioria no parlamento e esteja representado no governo, isso não significa que o caráter burguês do poder estatal tenha mudado, muito menos que a velha máquina estatal tenha sido quebrada. As classes dirigentes reacionárias podem declarar as eleições inválidas, dissolver o parlamento ou simplesmente forçar o Partido Comunista a sair. Se um partido proletário não trabalha entre as massas, se não trava uma luta armada, se delira com as eleições parlamentares só pode pôr as massas a dormir e corromper-se. A burguesia compra o partido comunista através de eleições parlamentares e o transforma em um partido revisionista, um partido burguês. Por acaso são raros casos assim na história? O proletariado deve tomar o poder do Estado com seus fuzis, e defendê-lo com seus fuzis também”.

Eles colocam, ainda, que a campanha pelo boicote foi promovida visando a politização, mobilização e organização das massas, a serviço do desenvolvimento da revolução socialista, liderada pelo Partido Comunista da Suíça maoista, que está em processo de reconstituição.

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