Movimentos denunciam ataques aos camponeses e povos indígenas

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Cerca de 400 camponeses denunciam crimes do latifúndio durante manifestação em Rondônia. Foto ilustrativa

Reunidos no início de novembro em Santarém (PA), durante o seminário Amazônia: territórios de lutas e resistência, movimentos populares da região amazônica emitiram a Carta dos Povos da Amazônia, onde reafirmam o compromisso de defesa coletiva de seus territórios e fazem denúncias.

Assinado por 26 organizações e movimentos sociais, entre as quais estavam o Conselho Indígena Tapajós Arapiuns (Cita), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Coordenação Nacional da Comunidade Negras Rurais Quilombolas (Conaq), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o documento traz denúncias sobre os interesses das classes dominantes na região. 

“Falamos de uma região onde as corporações do setor minerário são as maiores violadoras de direitos humanos e agora reforçam o lobby no Congresso Nacional para avançar sobre as Terras Indígenas”, e prosseguem: “Onde os projetos de assentamento coletivos são fragilizados pela nova lei fundiária, e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) na Amazônia cada vez mais se coloca como órgão para viabilizar o mercado de terras e não a reforma agrária”, asseveram.

O texto afirma: “Nesse mesmo chão estão construindo portos, ferrovias e ampliando estradas para viabilizar a exportação de commodities. Para que esses grandes projetos aconteçam, já tivemos mais de cinco unidades de conservação reduzidas”. E ainda: “Há também projetos de construção de hidrelétricas que já devastaram a Amazônia e que ainda representam ameaças para nós”. 

Segundo dados divulgados Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), houve no período de agosto de 2018 a julho de 2019 um aumento do desmatamento na Amazônia equivalente a 9.762 km², aumento em 29,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, sendo o Pará o estado mais atingido.

Conforme já noticiado por AND, atos e protestos se intensificaram em resposta aos ataques sobre os territórios indígenas e camponeses da região amazônica que se aprofundaram esse ano, como a morte do guardião Paulo Guajajara. 

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