MS: Ativistas realizam panfletagem contra a máfia do transporte público em Campo Grande

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Ativistas distribuíram panfletos saudando a revolta popular e contra a máfia do transporte. Foto: A Nova Democracia

Na manhã do dia 19 de novembro, em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, ativistas independentes e apoiadores ao jornal A Nova Democracia realizaram um exitoso ato-panfletagem em solidariedade a um protesto protagonizado, principalmente, por trabalhadoras domésticas no último dia 15 de novembro, no Terminal Morenão, localizado próximo ao estádio de mesmo nome. A manifestação foi espontânea e brutalmente reprimida pelos agentes da Guarda Municipal.

O Terminal Morenão, palco da rebelião popular, recebe o fluxo de milhares de pessoas todos os dias, interligando as regiões Sul e Norte da capital. Com rotinas que se iniciam antes das 5h da manhã, a população oriunda das zonas periféricas da cidade se dirige para as áreas nobres nos arredores do shopping Campo Grande, Chácara Cachoeira e Centro, fazendo deste terminal um ponto estratégico para a circulação de trabalhadores.

Tendo em vista essa particularidade operacional, logo nas primeiras horas da manhã os ativistas dirigiram-se ao Morenão. Ali, distribuíram os panfletos, denunciaram a máfia do transporte público na capital sul-mato-grossense, dialogando com a população e propagandeando palavras de ordem como Rebelar-se é justo!

Os agitadores se dividiram em brigadas de panfletagem em diferentes pontos, dentro dos ônibus e, também, no Terminal Guaicurus, que fica mais ao sul da região de Anhanduizinho e Bandeira. Durante toda a manhã, os ativistas puderam dialogar com as pessoas que se deslocavam para os seus locais de trabalho, enquanto lançavam palavras de ordem inflamando a população a persistir na luta pela defesa de seus direitos e conclamando o povo para a realização de novos atos. Em contrapartida, recebiam a recepção calorosa dos trabalhadores.

No mesmo dia, um grupo obscuro da direita convocou um piquete em frente à Câmara Municipal visando desgastar adversários eleitorais fazendo o uso oportunista da pauta legítima. Mas o evento foi um fracasso, sequer chegou a ocorrer. Ao contrário, o ato-panfletagem de caráter popular e independente fez repercutir a revolta no Morenão nas bases com muito mais intensidade do que a cobertura dos monopólios da imprensa e do que as notas de tons capitulacionistas de entidades sindicais oportunistas.

Os ativistas reafirmam a necessidade de persistir no embate, defendendo o direito de lutar. Também conclamaram o povo e os setores democráticos para se solidarizar com a pautas populares e a construir uma intensiva jornada de revoltas, sob o entendimento de que se justifica a rebelião diante das condições putrefatas deixadas pelo Consórcio Guaicurus e pelos governos municipais campo-grandenses, que, desde sempre, estiveram a serviço da máfia do transporte local. 

Reproduzimos na íntegra o conteúdo de um dos panfletos:


"VIVA A REVOLTA DAS TRABALHADORAS!

O direito a um transporte seguro e eficiente é uma luta digna! Parabenizamos a coragem e a ousadia das mulheres que protestaram pelos seus direitos e enfrentaram a repressão do governo, na manhã de 15/11, no T. Morenão.

É necessário que os trabalhadores se unam nesta causa e organizem mais protestos combativos em favor de um transporte realmente a serviço do povo. Também é preciso lutar contra as tarifas abusivas, o sucateamento dos veículos e as péssimas condições de trabalho impostas aos motoristas de ônibus (que acumulam o serviço de trocadores e são submetidos a exaustivas jornadas, colocando em risco a própria vida e a segurança dos usuários).

E as mulheres precisam se organizar contra o assédio sexual no transporte coletivo. Apoiarem umas às outras para combater o comportamento nojento de alguns homens, que se aproveitam dos ônibus lotados por causa do desabastecimento de linhas e veículos. 

Tudo isso é culpa dos donos das empresas, cada dia mais ricos, e dos governos que permitiram isso. A mamata deles é paga com o nosso suor, insegurança, salário e a humilhação do povo trabalhador.

Repudiamos a violência covarde da GM contra as mulheres, uma ação truculenta praticada por gente que defende os interesses dos empresários e vira as costas pro povo.

REBELAR-SE É JUSTO!"

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