MG: Vítimas de Brumadinho fecham a cidade contra ‘calote’ da Vale

Imagem: Frame/G1

Moradores do município de Brumadinho, em Minas Gerais, realizaram uma manifestação na entrada da cidade, no dia 2 de dezembro, contra a restrição do auxílio emergencial pago pela mineradora Vale.

A Vale, em acordo firmado com o estado no dia 29/11, estendeu o pagamento do auxílio emergencial até novembro de 2020, no entanto, o grande monopólio cortou em 50% o valor pago para moradores de alguns bairros, o que gerou revolta.

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A manifestação dos trabalhadores da cidade iniciou-se às 5h da manhã. Os manifestantes ressaltam que o crime da Vale deve ser punido e exigem reparações, até agora negadas pela mineradora.

Os moradores da região impediram que caminhões e carros ultrapassasem a entrada da cidade, fosse para deixá-la ou para nela entrar.

O crime de Brumadinho ocorreu 25/01/2018, quando a barragem de rejeitos no Córrego do Feijão foi rompida. A “tragédia” - na verdade, crime premeditado - é resultado do método utilizado pela Vale, cujo preço é mais baixo e garante lucros exorbitantes, ainda que por cima de altos riscos para a população que mora ao redor da área.

Segundo o depoimento tomado de um apoiador do AND que acompanha de perto a situação, “a Vale não quer reconhecer todas as pessoas, quer ‘estabelecer critérios’ para não pagar o auxílio emergencial. Querem só atender as vítimas que foram atingidas diretamente, e no máximo os que viviam a um quilômetro da lama”.

“Isso é um absurdo, pois, em vários pontos do entorno, quilômetros de distância foram atingidos, como foi o caso de Mariana, onde várias famílias não foram atingidas diretamente e sim pelos impactos das movimentações de máquinas que abalaram as estruturas de suas casas”, afirmou.

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