Resistência Nacional palestina anuncia fracasso de operação de espionagem de Israel na Faixa de Gaza

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Imagens dos agentes israelenses infiltrados em Gaza que foram coletadas pelo Hamas. Fonte: Qassam Brigades

O Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que administra o território palestino da Faixa de Gaza, relatou que uma tentativa da Inteligência israelense de espionar o sistema a organização combatente foi frustrada e desmontada pelo Hamas. Segundo eles, oito agentes israelenses da unidade Sayeret Matkal, criada em 1957 para investigar a Resistência palestina internamente, se infiltraram em Gaza em novembro de 2018 fingindo serem uma família de palestinos.

O disfarce dos agentes foi perdido ao serem parados e interrogados por uma patrulha do Hamas na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza. Segundo uma reportagem do Al Jazeera, após 40 minutos de interrogatório, os combatentes do Hamas ficaram suspeitos e se iniciou um tiroteio, em que o comandante palestino Nour Baraka e seu assessor Mohammed al-Qarra foram mortos. No entanto, o chefe da unidade secreta israelense, nomeado de “Meni”, também foi morto. 

Após descoberta a operação, aviões de guerra israelenses realizaram ataques aéreos em Khan Younis, durante sua tentativa de resgate dos agentes descobertos, em que a maioria foi evacuada em um helicóptero. À época, o episódio provocou uma série de ataques mortais de Israel contra Gaza, que foram revidados com foguetes palestinos, no que foi entendido como uma escalada violenta do conflito israelo-palestino, porém não como uma consequência de uma operação militar israelense. 

Na mesma noite em que os agentes foram descobertos, sete palestinos foram mortos em Gaza por agentes de Israel. Em seguida, no dia 13 de novembro de 2018, outros sete palestinos foram mortos em uma sequência de ataques de Israel contra edifícios tanto residenciais, quanto governamentais na região, o que levou à renúncia do então ministro de Defesa israelense, Avigdor Lieberman, no que o Hamas considerou uma “vitória política para Gaza”.

VITÓRIA DA RESISTÊNCIA

De acordo com as informações recentemente relatadas pelo Hamas, o movimento da Resistência Nacional conseguiu, na época, confiscar a van e os cartões de identidade palestina falsos utilizados pelos membros da unidade. Além disso, gravações de áudio dos agentes infiltrados também foram publicadas pela primeira vez, em que é possível identificar uma voz em hebraico perguntando ao agente israelense “Umm Mohammed” onde estão as armas, enquanto outro presta socorro médico ao chefe da unidade que havia sido ferido. 

Engenheiros das Brigadas Izz al-Din Qassam (ala armada do Hamas) tinham conseguido espionar a Sayeret Matkal e controlar suas gravações, permitindo-lhes identificar membros, locais de treinamento e funções específicas, segundo o relatório. Imagens exclusivas fornecidas pelas Brigadas Qassam mostram membros de sua unidade de comunicações, que supervisiona a segurança e a operação da rede privada a partir de um túnel subterrâneo.

Além disso, a investigação do Hamas também revelou um amplo sistema de espionagem subterrâneo montado por Israel na área de Zuwaida, no centro de Gaza. Os membros das Brigadas conseguiram, então, desativar os aparelhos de coleta de informações, porém diversos militantes do movimento foram mortos no processo, devido a um dispositivo de segurança explosivo que havia sido implementado. 

O Hamas concluiu que a rede de espionagem israelense havia se infiltrado na Faixa de Gaza sob a proteção de uma Organização Não Governamental (ONG) humanitária internacional com sede na Alemanha chamada Humedica, que pretensamente visa dar assistência a vítimas de guerras e desastres naturais. Abu Yahya, membro do serviço de inteligência das Brigadas Qassam, afirmou que um homem chamado João Santos, que possuía passaporte português e se passava por voluntário da ONG, trouxe os equipamentos de espionagem e de perfuração de túneis após entrar em Gaza, após passar pelo posto de controle transfronteiriço de Erez.

"O preço que Israel pagou foi alto. A operação falhou, não há dúvida", afirmou um jornalista israelense à Al Jazeera, ao que um analista militar também de Israel complementa: "Quando você envia alguém [em uma missão secreta], não deseja que o outro lado saiba tudo".

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