França: Trabalhadores grevistas ocupam estação de trem e enfrentam repressão

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Trabalhadores ferroviários, junto da juventude, enfrentam a polícia em frente à estação de trem parisiense Gare de Lyon. Foto: AP

Exigindo o fim da “reforma da previdência” do primeiro-ministro reacionário Emmanuel Macron, trabalhadores ferroviários e a juventude protestaram impedindo a circulação de trens numa das principais estações de Paris (Gare de Lyon), no dia 23 de dezembro. Os manifestantes enfrentaram ainda a violenta repressão policial.

Esse foi o 19º dia de greve dos ferroviários, que exigem o fim da “reforma” porque em um de seus pontos ela elimina as condições especiais de aposentadoria para categorias de trabalho de risco ou extenuante, como é o caso do trabalho ferroviário. 

Marchas e protestos também afetaram outras grandes estações parisienses, como a Gare du Nord e a Gare de l'Est.

Alguns grevistas na Gare de Lyon fizeram discursos denunciando as retiradas de direitos pelo governo no sistema de pensões e prometeram continuar a greve até o ano novo. Os trabalhadores não se curvaram às chantagens do presidente, ao pedir por uma “trégua” nas festividades de final de ano, e deixaram claro que continuarão firmes na defesa de seus direitos.

A operadora ferroviária estatal SNCF chamou a grande greve francesa de uma “interrupção severa e contínua” dos serviços.

Trabalhadores petrolíferos se juntam à greve

Também, no dia 23, trabalhadores de diferentes refinarias de petróleo votaram por aderir à greve contra a “reforma da previdência” francesa, que também os afetaria.

A refinaria Lavera, no sul do país, que processa 210 mil barris de petróleo por dia, aderiu à greve, assim como as refinarias Grandpuits e a LyondellBasell. No terminal petrolífero da CIM, no norte da França, que lida com cerca de 40% das importações francesas de petróleo bruto, os trabalhadores decidiram permanecer em greve.

Diante da grande greve dos trabalhadores e suas manifestações, os reacionários tentam, novamente, outras negociações com os sindicatos, temerosos com um novo dia de protestos nacionais, marcados para o dia 9 de janeiro.

Também, numa tentativa de apaziguar a rebelião, Macron decidiu por renunciar a um pagamento de uma pensão presidencial especial.

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