Colômbia: Movimentos combativos realizam grande encontro

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Bandeiras das organizações populares e combativas são expostas no evento.

Em dezembro de 2019, foi realizado o Primeiro Encontro de Organizações Combativas, Independentes e Populares no estado de Antioquia, na Colômbia, organizado pelo Movimento de Estudantes a Serviço do Povo (Mesp) e pela Liga da Juventude Revolucionária (LJR). Dez organizações, coletivos e grupos de estudantes de diferentes partes do país participaram desse encontro, que vem promovendo a construção de organizações que assumam uma postura combativa e classista.

Desta forma, além dos movimentos organizadores, participaram do encontro o Movimento Estudantil Rebelde e Popular (MEReP), a Comissão de Difusão dos Problemas da Universidade Pública (ComiU Pública), a União Estudantil do Povo (UEP), o movimento Professor Popular, o Grupo de Apoio à Luta dos Camponeses Pobres, um grupo de trabalho formado por estudantes da Universidade Nacional Pedagógica (UPN) e da Universidade Distrital (UD), e o jornal independente e democrático El Comunero.

Durante a reunião, foram discutidas questões fundamentais para melhor compreender a situação atual do país, e a perspectiva das organizações combativas, independentes e populares e também para fortalecer a unidade dessas organizações sob estas três bandeiras.

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Durante o primeiro dia do encontro, foram feitas a apresentação e as correspondentes saudações de cada organização e, de acordo com o El Comunero, com especial destaque ao Grupo de Apoio à Luta dos Camponeses Pobres, que não só apresentaram seu trabalho nos últimos meses, mas também apresentaram elementos de análise sobre o problema da terra no país e as lutas atuais do campesinato, aproveitando a ocasião para divulgar um novo livreto de formação que prepararam sobre este tema, chamado: Tomar toda a terra do latifúndio.

O problema da terra e a necessidade de uma Revolução Agrária no país foi um dos temas abordados no encontro através de uma galeria de fotos e de uma exposição do Grupo de Apoio à Luta dos Camponeses Pobres.

Mais tarde, nesse primeiro dia, houve apresentações sobre o contexto nacional e internacional e sobre as experiências e análises do que aconteceu no país durante o último semestre. A luta dos estudantes, de acordo com os movimentos, foi mais forte em Bogotá, mas atingiu dimensões nacionais. 

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Também, a greve nacional que começou em 21 de novembro abalou o país durante os últimos meses de 2019 com mobilizações maciças, duramente reprimidas pelo velho Estado colombiano, e com dias de grande combatividade das massas e da juventude em algumas cidades. No final das apresentações, foram realizadas discussões em grupo, nas quais foram discutidos temas como o caráter do Estado, a luta contra o pacifismo e o oportunismo, as formas de luta do povo e a justa aplicação da combatividade.

Durante as sessões de estudo e discussão, a unidade entre as diferentes organizações foi reforçada.

Finalmente, o primeiro dia terminou com algumas apresentações musicais em que os participantes cantaram canções populares, reivindicando a arte como arma de combate do povo.

Durante as sessões de estudo e discussão, diz o jornal El Comunero, a unidade entre as diferentes organizações foi reforçada, avançando em maior compreensão e compromisso para assumir as enormes tarefas que são delineadas para os revolucionários e setores progressistas e democráticos do país durante este novo ano.

Já no segundo dia, as discussões se voltaram à questão de como continuar o trabalho combativo e independente: “A primeira apresentação foi sobre as causas profundas dos atuais dias de mobilização, nos quais o problema da terra e o imperialismo foram apontados como questões estruturais em nosso país e que deveriam ser varridas para alcançar todas as demandas pelas quais nosso povo luta hoje, mostrando nesse sentido a importância e, ao mesmo tempo, os limites da atual greve nacional”. E prossegue: “A segunda apresentação consistiu num breve relato do movimento estudantil dos anos 1960 no país e apontou as ricas lições que nos deixou, tanto pelas suas limitações e problemas, como pela grande combatividade, espírito anti-imperialista e caráter popular e revolucionário que demonstrou”, colocaram os movimentos.

Uma vez feitas as duas apresentações, a discussão foi aberta em grupos sobre a perspectiva do trabalho das organizações presentes tanto a nível do movimento estudantil e popular em geral, a nível das organizações e coletivos presentes e também a nível de cada participante individual do encontro. Este segundo dia culminou com uma sessão plenária na qual foi recolhido e discutido o que foi colocado pelos grupos, algumas palavras finais do evento e um dia cultural alegre e caloroso em que foram apresentadas peças de teatro denunciando os despejos aos bairros populares nas cidades, e os dois caminhos que cada jovem tem quando se trata de tomar uma posição pelas lutas do povo. Finalmente, houve uma comovente e combativa homenagem aos jovens que caíram durante a greve nacional, Dilan Cruz e Julián Orrego, levantando otimismo revolucionário e a necessidade de resolver nossas contradições internas para servir o povo de todo o coração.

Durante o Encontro, foram realizados vários espaços culturais de caráter popular e combativo: canções, peças de teatro, homenagens a companheiros caídos.

Durante o terceiro dia, houve um agradável espaço de convivência onde as diferentes organizações narraram anedotas, histórias e lições vividas durante o último ano de trabalho. Para concluir o encontro, foi feita uma palestra para comemorar os 90 anos da primeira tentativa de insurreição no país, reivindicando os trabalhadores, camponeses e estudantes que, liderados pelo Partido Socialista Revolucionário, deram suas vidas para transformar radicalmente a sociedade, tentando realizar uma revolução no país e aspirando a construir um novo Estado operário, camponês e popular.

O Encontro foi decorado com cartazes e telas em cada parede com várias fotos e imagens alusivas a temas como a luta pela terra, as lutas do povo nacional e internacional, companheiros caídos em luta, entre outros.

“Depois de um semestre muito tumultuado a nível nacional e internacional e muito rico em experiências e lições, foi necessário ter um espaço como este encontro, onde as organizações combativas, independentes e populares reforçassem a sua compreensão e unidade, para enfrentar os duros desafios colocados pela luta de classes no nosso país para os próximos anos e assim ser capaz de forjar uma verdadeira corrente democrática e revolucionária dentro do movimento estudantil e popular”, finaliza a imprensa popular El Comunero.

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